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Dia sem carro CELEPAR

Como esse ano o dia 22 cai num sábado, a CELEPAR vai realizar o Dia Sem Carro no dia 24 de setembro.

Além de motivar os funcionários a deixarem seu carro ou moto em casa, vai haver um evento interno para os funcionários.

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Marco Cordeiro – Dá pra pedalar para o trabalho?

Vídeo amador de depoimentos de funcionários da CELEPAR na fase inicial do Programa Transporte Livre em 2007

Atividades na Bicicletaria.net

Runna Bike

Runna Bike

Runna Bike

Essa semana nós conversamos com os representantes da Runna Bike aqui no Brasil. Um modelo, ainda pouco conhecido dos brasileiros, utilizados pelos pequeninos que estão iniciando na bicicleta. Em vez de rodinhas, o equilíbrio é obtido com as próprias perninhas sem os pedais. Simplicidade é o princípio.

GTH: Desde quando o Runna Bike está disponível no mercado brasileiro?
Fernanda Bittencourt: Desde dezembro 2010

GTH: Como você conheceu a empresa que produz?
FB: O criador da marca Runna é da Nova Zelândia e o contato foi feito lá mesmo, pois morei lá 7 anos e antes de retornar ao Brasil nos encontramos e definimos as estratégias para introduzir as bicicletas de equilíbrio “balance bikes” no mercado brasileiro.

GTH: Como é trabalhar com eles?
FB: Bom!

GTH: Existem outros modelos disponíveis no exterior?
FB: Sim – as bicicletas de equilíbrio foram reinventadas há mais de 10 anos na Alemanha…

GTH: Por que você escolheu o Runna Bike?
FB: Pelo fato de estar na Nova Zelândia, país onde morei por longos anos e que mudou muito a minha vida – positivamente, é claro!

GTH: Para quem é recomendado?
FB: Crianças de 2 a 5 anos

GTH: Qual o retorno dos clientes?
FB: Maravilhoso – quem tem, sabe!

GTH: E o público geral?
FB: Cria muito interesse para todas as idades, não tem uma pessoa que não olhe – chama muito a atenção por ser de madeira e não possuir pedal!

GTH: O modelo tem tido bastante procura?
FB: Sim!

GTH: O que mais você gostaria de falar sobre esse modelo de bicicleta?
FB: Na Alemanha e Nova Zelândia as bicicletas de equilíbrio são as primeiras bicicletas de toda a criança – gostaria muito que o mesmo acontecesse aqui! Toda a criança merece ser estimulada positivamente – e a RUNNA e um excelente exemplo disto – desenvolve equilíbrio, coordenação motora e auto confiança.

GTH: Bom, essa é a opinião da empresária. E como é a vida pessoal da Fernanda? Você tem filhos?
FB: Sim, tenho um filho, Felipe, 3 anos

GTH: Ele usa o RB?
FB: Ahammmmmmmmm!!

GTH: O que ele acha?
FB: Não sai de casa sem ela!

GTH: Com que idade ele começou a usar?
FB: Desde 1 ano e 7 meses.

GTH: Ele demonstra interesse pelas bicicletas normais?
FB: Está querendo muito andar numa, pois o equilíbrio ele já tem!

GTH: Voce acredita que houve alguma influência do RB?
FB: Com certeza.

GTH: Algum acidente?
FB: Sim, todos tranquilos.

GTH: Além do Felipe, existe um outro ciclista inveterado na casa da Fernanda, o André, seu marido. Vamos conversar um pouco com ele também. André, quantos quilômetros você pedala em média por semana?
André Ribeiro: No meu treino, eu faço em torno de 100 km.

GTH: Então você pedala por esporte? Onde você treina? Que tipo de prova você participa?
AR: Sim, triatlon. Eu costumo pedalar na estrada 277.

GTH: E as demais pessoas da sua casa, pedalam assim também?
AR: Os outros apenas por lazer

GTH: O que acha da infraestrutura cicloviária de Curitiba?
AR: Apesar de Curitiba ter várias ciclovias, por onde gostaríamos de andar (nosso bairro) elas não existem!

GTH: O que deveria mudar?
AR: Muita coisa…com certeza mais ciclovias e segurança no trânsito ajudariam bastante inicialmente…

GTH: O que pode ser feito para melhorar?
AR: Acho que a cultura da bike deve ser algo introduzido desde muito cedo…para crianças…nas escolas e em casa. Exemplo disto na Nova Zelândia a maioria das crianças vão à escola de bicicleta, usam o capacete incondicionalmente…Quanto mais pessoas aderirem a bicicleta como meio de transporte, mais fácil será pontuar o que precisa ser feito e enfim, fazer!


É isso, fica aqui um vídeo da Runna Bike e em breve um pouco mais sobre a opinião dos pimpolhos.

Uma boa época para pedalar em Curitiba

Existe muita gente interessada em começar a usar a bicicleta como transporte em Curitiba. Alguns declaram que gostariam de usar exclusivamente a bicicleta para se locomover pela cidade. Outros ainda admitem que pensam em usá-la apenas uma ou duas vezes por semana. Infelizmente muitas pessoas acabam não pondo em prática esse desejo.

Independente das várias motivações (ou desmotivações) pessoais, eu acredito que existe um período mais propício para experimentar a cidade em duas rodas. Em Curitiba essa época vai do comecinho do ano até o Carnaval.

Pedalando tranquilo

Pedalando tranquilo

Clima
Algumas pessoas podem achar que pedalar no calor é inconveniente, mas pedalar num frio abaixo de dez graus é realmente desconfortável se você não estiver agasalhado de forma adequada com uma roupa que aqueça mas permita que você transpire.

Pedalar no verão é muito mais simples. Basta usar roupas mais leves e um bom chapéu. Para quem for pedalar no começo da manhã ou no final da tarde fica ainda mais fácil pois as temperaturas estão amenas. E à medida que o verão vai acabando, o desconforto tende a diminuir mesmo com sol a pino. Até mesmo encarar uma chuva é mais fácil e mais gostoso.

Trânsito
Por ser verão, muita gente aproveita para ir a praia. E mesmo quem fica na cidade dirige menos, pois estão em férias os colégios, faculdades e universidades que são responsáveis por boa parte dos carros em circulação. Alguns órgãos públicos e empresas também tem férias coletivas nesse período. Isso tudo acaba gerando um efeito cascata e muitos estabelecimentos acabam tendo uma redução significativa no movimento, algumas deles ficando até mesmo fechados.

Isso inclusive provoca um fenômeno interessante. Algumas pessoas associam a tranquilidade do começo do ano com a ausência de pessoas e o comércio fraco com ausência de carros nas ruas. Na verdade é o contrário. Áreas com alto número de pedestres e transeuntes sem muitos carros costuma ser agradável e tranquila. E o comércio enfraquece quando há menos pessoas ou dificuldade no acesso. Mas numa cidade que enxerga e investe no  carro como forma de transporte ideal, este tipo de confusão é bastante comum.

Iluminação
Nesse período e com o horário de verão amanhece antes das 07h00 e anoitece por volta das 20h00. A iluminação natural prolongada é muito mais segura do que postes, lâmpadas e faróis. Isso aumenta significativamente a segurança dos ciclistas e dos demais atores do trânsito.


Pensando bem, com tantas vantagens, talvez nós devêssemos concentrar nossos esforços em promover e estimular a ciclomobilidade no começo do ano. Não faz muito sentido que o nosso mês da bicicleta comece em pleno inverno. É válido prestigiar o Dia Mundial Sem Carro no dia 22 de setembro. Mas vale lembrar que essa é uma data criada pelos países do hemisfério norte. E foi escolhida justamente por ser final de verão e ter vários elementos propícios para atividades ao ar livre, incluindo pedalar!

Em Bogotá, Colômbia, além do dia 22 de setembro, a cidade celebra, em fevereiro, o Dia sem Carro em Bogotá. Instituída pelo Decreto 124, de 24 de fevereiro de 2000, a iniciativa restringe a circulação de veículos na capital colombiana das 6h30 às 19h30 da primeira quinta-feira do mês de fevereiro.

Mercado Ético

Já estamos chegando na metade de janeiro. Portanto quem quiser começar, a hora é agora. Para dar uma ajudinha extra vale conferir o mapa de Selo Amigo da Bicicleta e se possível tirar suas dúvidas com alguém que já tenha alguma experiência. Se alguem quiser uma carona é só falar.

Chuva pra que te quero

Alguns dias atrás quando eu estava me preparando para voltar do serviço para casa, começou a cair aquele pé d’água. Corri para bicicleta pra não perder essa chance. Como já era praticamente verão e o clima estava bem quente, em vez de colocar meu kit-chuva, eu apenas troquei a calça por uma bermuda e pedalei de chinelo. Para quem quiser mais algumas dicas, pode dar uma olhada nas Pedalinas.

Como sempre, recebi alguns olhares surpresos e alguns comentários no dia seguinte: “Que azar chover bem na hora da saída.“,”Você não tem medo de ficar doente?“, “Eu posso te dar uma carona da próxima vez.“, “Nossa e as suas coisas não ficam todas molhadas?” e por aí vai. Sempre lembro da tirinha publicada no blog da Bicicletada.

É claro que se estiver marcando 5°C e cair um toró ou se eu já estiver doente ou se eu estiver levando um bebê no sling ou se eu estiver carregando um produto eletrônico ou papel sem poder cobrir adequadamente… é óbvio que eu aceitaria uma carona, provavelmente até chamaria um táxi. Mas em condições normais de temperatura e pressão, tomar um banho de chuva é gostoso, sempre foi.

Eu me lembro muito bem de quando eu era criança. Tudo que era preciso para convencer a maioria dos meus amigos a cair na chuva comigo era um dar um assobio. Hoje eu teria um pouco mais de trabalho do que isso, eu acho.

Durante toda a história da humanidade, a chuva foi considerada um bom presságio e sempre esteve associada à prosperidade e fertilidade. Festas, cerimônias e rituais são executados para festejar sua chegada ou pelo menos para pedir que chegue. Deve ter alguma coisa fora do lugar num mundo em que as pessoas reclamam da chuva e tentam evitá-la sistematicamente.

Agora eu tenho que ir, tá começando a chover.

Palestra na Bicicletaria Cultural

A bicicleta como transporte urbano sustentável – exemplos de metrópoles europeias (em alemão com tradução simultânea)
Palestrante: Dr. Ing. Susanne Böhler-Baedeker (Alemanha)
DATA: 05 de dezembro, às 19 horas.
LOCAL: Bicicletaria Cultural, Presidente Faria 226 – Centro
entrada franca
 Veja também a matéria no blog Ir e Vir de Bike da Gazeta do Povo.

 

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