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Um relato sobre o Vale Europeu – parte III de III

Os sete dias do percurso foram contados na primeira e segunda partes. Abaixo seguem algumas dicas para quem vai se aventurar no circuito:

Transporte
Se for de ônibus, aconselho chegar 30 minutos antes na rodoviária para desmontar a bike (pelo menos tirar os pneus). Eu e minha esposa chegamos em cima da hora e não conseguimos desmontar as bikes. Se não houvesse um bagageiro livre no ônibus, ficaríamos para trás. Por sorte, havia. Não cobraram nenhuma taxa por bagagem excedente, mas estávamos preparados para pagar, já que isso nos foi informado no momento da compra das passagens. Não pediram para embalar as bikes, nem na ida nem na volta.

Hotéis/Pousadas
Gostamos dos Hotéis/Pousadas que ficamos no circuito. Achei o preço justo/razoável para a maioria deles. Ficamos nos seguintes hotéis:

  • Timbó: Ficamos no Timbó Park Hotel. Atendimento muito bom, quartos confortáveis e tem piscina no hotel. O café é bem completo. Excelente opção principalmente para os que querem dar uma relaxada depois do último dia do circuito (que foi o nosso caso).
  • Pomerode: Pousada Max. É uma pousada simples, porém os quartos têm ar condicionado. É bem localizado e fica perto de uma padaria muito boa e de restaurantes típicos (culinária alemã). Fomos bem atendidos.
  • Rodeio: Cama e Café Stolf. É na verdade uma casa que disponibiliza uma parte para o pessoal dormir e inclui café da manhã. Fomos muito bem recebidos pelo casal Stolf. Eles são muito simpáticos e nos ajudaram bastante, já que esse foi o dia da chuva e chegamos ensopados!
  • Campo do Zinco. Visitar a cachoeira é um opcional, mas em outros depoimentos recomendavam o lugar e nós também, ficamos na pousada e conhecemos o Sr. Egon e Dona Margarethe, que são simpaticíssimos. Sr. Egon adora fotos e fez lindas fotografias para nós. Não podemos deixar de comentar que a pousada é mimo só, decoração bem aconchegante. Ótimas refeições!
  • Dr. Pedrinho: Hotel Negerbon. Hotel bem simples, mas em baixo tem uma locadora de filmes, Lan house e restaurante. Dona Ilda salvou nossa janta, uma vez que em na cidade não tem muita opção, ela fez um arroz com feijão, frango, batata frita e salada para nós.
  • Alto Cedro: Raulino e Isolde Duwe. O portão com a bike é o ponto de referencia para encontrar Seu Raulino, depois da travessia de barco ele nos acomodou em uma casa, mas para janta e café da manhã fomos até a casa da família. O casal é muito simpático.
  • Palmeiras: Pousada do Faustino (mudou de nome recentemente). Quarto bem simples, e abaixo da pousada tem um mercadinho e um restaurante, onde tivemos uma boa refeição. O lugar fica em frente à placa do fim do 6º dia.

Manutenção da bike
Ir preparado para alguma manutenção/limpeza rápida na bicicleta: bomba de ar, câmara de ar reserva, chaves para trocar pneus, pastilhas de freio, óleo. No trajeto Pomerode->Indaial->Rodeio (segundo dia), tivemos problemas com as pastilhas de freio. As duas bikes ficaram sem freio chegando a Indaial, acho que foi a chuva que acentuou o desgaste dos freios (choveu o dia inteiro!).

Ainda bem que chegamos a Indaial em dia de semana (segunda-feira) e fizemos a troca das pastilhas numa oficina de bicicleta (logo após a ponte dos arcos). No primeiro dia, trajeto Timbó->Pomerode, nós perdemos a bomba de ar. Ela ficava presa na lateral da bike com aqueles prendedores básicos. Então, se for levar a bomba de encher pneu na lateral da bike, assegure-se de que ela esteja bem presa. Mais imprevistos nos últimos dois dias (Alto Cedro-> Palmeiras e Palmeiras->Timbó). O pneu de uma das bikes furou nesses dois dias, mas efetuamos a troca sem maiores problemas, já que tínhamos o necessário. Em dois dias tivemos que lavar as bikes por causa do barro nas correntes. Então, óleo foi essencial para não enferrujar as correntes e mantê-las em pleno funcionamento.

Alimentação
É sempre bom levar um lanchinho durante o circuito. Embora ache que esse assunto seja um pouco relativo, ou seja, depende da fome de cada um, mesmo assim vou dar minha opinião. Não sentimos muita fome durante o período de pedaladas, então, na maioria dos dias o lanchinho não foi tão importante. Mas em dois dias o lanche foi essencial, devido às condições dos trajetos: Dr. Pedrinho -> Alto Cedro e de Alto Cedro -> Palmeiras. Esses são os dias onde você não encontra lanchonetes nem vilarejos no trajeto. São os dias em que pegamos estradas em piores condições, estradas acidentadas, com pedras e lama, o que tornou a pedalada mais pesada e lenta.

Precisa comprar lanche para levar? A resposta é não. Nos cafés da manhã dos hotéis/pousadas é possível preparar um lanche para levar. Inclusive, o Sr. Raulino do Alto Cedro tomou iniciativa e já foi oferecendo lanche para levar. É claro que não negamos!

Vestuário
O único vestuário específico de bike que levamos foi a bermuda acolchoada. Ficar muito tempo em cima da bike não é tão simples, ainda mais para quem não está acostumado a longos trajetos, que é o nosso caso. Levamos também capa de chuva que foi importante nos primeiros dias. No mais, roupas leves para evitar peso e volume da bagagem. Uma dica que eu posso dar é que leve a roupa dentro de saquinhos dentro da mochila. Em dias de muita chuva, como o que pegamos no segundo dia (Pomerode – Indaial – Rodeio), acabou entrando um pouco de água e deixou algumas peças de roupa molhadas. Mas nada que não desse para secar de um dia para o outro.

Isso aconteceu principalmente porque levamos nossa bagagem em mochilas e usamos capa para protegê-las da chuva. Porém, não foi qualquer chuva. Como pegamos um dia inteiro de chuva, essa capa em alguns pontos acabou desgastando (ou furando pela ponta do elástico que usamos para prendê-las na bicicleta) e acabou entrando água.

Dinheiro
Na parte baixa do circuito (primeiros 3 dias), é fácil encontrar bancos e terminais de auto atendimento para sacar dinheiro (ou até mesmo pagar as compras no cartão). Mas nos últimos dias não. Então, vá preparado para pagar tudo em dinheiro nos últimos 4 dias do circuito.

Roteiro
Siga as setas amarelas, somente no primeiro dia ficamos nos orientando pelo guia, as setas estão por todo o caminho (em placas exclusivas do circuito ou em postes), desconfie se demorar muito para aparecer alguma. Confira no odômetro da bike se a quilometragem está de acordo com a do mapa. Às vezes o trecho parece estranho, mas sempre aparecia uma seta para confirmar o caminho. Muita atenção pois existem dois roteiros diferentes, um para mochileiros e outro para ciclistas. O de mochileiro fica sinalizado em setas brancas, enquanto o de ciclistas fica sinalizado em setas amarelas.

Conclusões
Foi nossa primeira viagem de bicicleta e adoramos. É uma experiência fantástica essa de pedalar no meio de toda essa natureza e o contato com paisagens tão bonitas. Estamos ainda iniciando no mundo do cicloturismo e, pelo jeito, começamos bem! Escolhemos um circuito bem organizado e longo o suficiente para pegar uma boa experiência. Pretendemos voltar em breve ao Circuito do Vale Europeu e já estamos planejando o próximo ainda para esse ano: Circuito Costa Verde Mar.


Obrigado Alexandre e Daiane pelo depoimento, realmente motivador. Boas pedaladas para vocês!

6 Respostas

  1. Parabéns, o relato ficou bem simples e claro para alguem que está pretendendo ir para a empreitada…

    Obrigado por compartilhar

  2. Odtimas dicas, copiei e colei mtas delas.
    vão me ajudar na viagem.
    Obrigado, Diogo

  3. Que bom Diogo.

    Faça uma boa viagem!

  4. Gostei dos relatos, por favor, gostaria de saber como consigo o contato do Pousada do Faustino (mudou de nome recentemente). Obrigada

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