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For Pedestrians Only

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Este livro foi escrito há três décadas atrás e traz inúmeros estudos de caso de cidades na Europa e América do Norte que buscaram criar áreas destinadas somente a pedestres. São cidades dos mais variados tamanhos desde Nova Iorque nos EUA que na década de 70 já possuía mais de sete milhões de habitantes até Rouen na França que possui atualmente pouco mais de cem mil habitantes.

Contudo todas essas cidades que começaram a investir nas pessoas décadas atrás, possuem hoje áreas consolidadas para pedestres e uma cultura crescente de transportes mais humanos. Nos países europeus, onde as cidades existiam muito antes dos carros, o traçado das ruas e praças já são naturalmente agradáveis e torná-las “carfree”, em geral, é mais simples. Mas mesmo Nova Iorque, um dos símbolos máximos do capitalsmo possui hoje uma extensa malha cicloviária e investimentos crescentes em revitalizações para pedestres no centro da cidade. O vídeo abaixo foi produzido por nossos amigos da Street Films, um dos muitos grupos de NY, e está em inglês. Mas as imagens dizem muito.

Voltando ao livro. Ele discorre no primeiro capítulo sobre os objetivos básicos para obras como essas: Gerenciamento de tráfego, Revitalização econômica, Melhorias ambientais e Benefícios sociais.

Nesse capítulo, os autores mostram que apesar de existir resistência por parte dos comerciantes, os efeitos econômicos são sempre positivos. Além disso, na prática, ao proibir a circulação de carros em em algumas ruas não vai necessariamente congestionar as ruas do entorno:

A quantidade de tráfego motorizado em qualquer área é diretamente influenciada pela quantidade de espaço disponível… Isso significa simplesmente que se houver menos espaço para os carros, haverão menos carros.

For Pedestrians Only

Ainda no primeiro capítulo, os autores apontam para a necessidade de tratar o pedestre não apenas como um modal mas levar também em consideração suas necessidades pessoais e sociais.

É bastante comum em bairros centrais que a ênfase seja dada para o valor do solo e que haja cada vez menos espaços disponíveis ao ar livre em detrimento das construções e para acomodar cada vez mais veículos.

For Pedestrians Only

Obviamente, quanto maior for a cidade, medidas como essas se tornam mais complexas (e também mais urgentes). Por isso o livro também explora como implementá-las, abordando assuntos como : envolvimento da comunidade, legislação e financiamento, planejamento e implementação.

Um livro recheado de fotos e exemplos do que pode vir a ser uma cidade que valoriza as pessoas.

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5 Respostas

  1. Muito oportuno o post, justamente quando a prefeitura pretende extinguir o jardinete existente na rua do Herval com a Pref. Ângelo Lopes, para abrir mais espaço para carros (vem binário por aí).
    Eis o link para a foto do jardinete (é meio grande mesmo): http://fomus.googlegroups.com/web/Jardinete+rua+do+Herval.jpg?hl=pt-BR&gda=GWsi4FEAAACU5V-hUbGz6dr-RfDflXnaSZSB1VqwL0jnbxhYhwoQqqIxOLDx3LHyQQlgLJQrNhc3UAaGpa78KZs1hRyxxku5d9cRYrsm1UC4-URa6DdiFgw9gnHi1AQ4MfBIb6ckR4g

  2. Mais recente, de 2009, editado pelo CEDEX, em Madrid, o Livro “La ciudad paseable” (Julio Pozueta e outros), apresenta recomendaçoes para a consideraçao de pedestres no planejamento, no desenho urbano e na arquitetura.

    A Sociedad Peatonal, dispoe de um exemplar que encaminhamos a Curitiba. É possível ter uma idéia, consultando o blog do Fariña que tem um comentário sobre o livro em:
    http://elblogdefarina.blogspot.com/2010/02/la-ciudad-paseable.html

  3. Agora imagine a oportunidade perdida por Brasília, que, à época desse livro, não tinha nem 20 anos…

  4. Pois é André… a visão de curto prazo é realmente preocupante.

    Grande Roberto, já tinha ouvido falar do livro (foi você mesmo que já tinha comentado no FoMus?). Bom saber que tem uma cópia por aqui, vou querer ler sim.

    Rodrigo, com certeza foi uma grande oportunidade perdida, mas um dos grandes pontos a favor do pedestre é justamente a facilidade e baixo custo da implantação de medidas favoráveis.

  5. Luis,
    em qualquer caso, acessandio o link do blog do Fariña voce pode ter uma boa idéia do material do livro. O livro propriamente dito, está na SP com o André, poderá consultá-lo na íntegra, fale com ele.

    abrazos e bom desafio intermodal a todos…

    rg

    http://elblogdefarina.blogspot.com/2010/02/la-ciudad-paseable.html

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