• Mudança

    Novo endereço disponível: transportehumano.cidri.com.br

    Este blog não está sendo mais atualizado. Favor acessar novo endereço.

    Desculpe o transtorno.

Lidando com a chuva

Já escrevi outras vezes sobre a chuva e recentemente até publiquei uma foto com meu kit-chuva. Mas parece que nessa cidade não pára de cair água e como sempre tem alguém interessado em saber como fazer para continuar andando de bici mesmo com aquele pé d’água, eu vou escrever um pouco mais sobre o tema.

Tenho percebido que na verdade não existe a forma ideal de andar na chuva (e em muitos casos, é isso que as pessoas procuram). E não adianta, eu simplesmente mostrar a minha solução. Talvez a minha experiência até sirva de motivação, mas cada um tem que encontrar uma  maneira própria de pedalar na chuva.

…Então, se você não estiver preocupado em molhar nada que esteja carregando — incluindo você mesmo — a chuva pode ser um alívio para o calor de verão. Isso quer dizer que onde quer que você vá, alguém pode te entregar uma toalha no fim da pedalada e um par de tênis secos. Se esse é o seu caso, ótimo — custo zero para você.

Andrew
Blog Commute Orlando

Antes de tudo é preciso ter em mente que a chuva não machuca ninguém. Pelo contrário, muita gente (incluindo as crianças) acha bastante divertido tomar banho de chuva. Portanto, a chuva em si não deveria ser uma preocupação, mas para muita gente, a vida ao ar livre deixou de ser o habitat natural há muito tempo e isso acaba se tornando um grande bloqueio para encarar um pouco d’água. O Batista fez um relato interessante no blog Ciclistas Anônimos sobre uma crise pessoal como essa.

É claro que existem algumas questões práticas. Passar o dia com a roupa molhada, mesmo que seja só a meia já é algo extremamente desagradável. Chegar no escritório pingando e com aquela marca de lama nas costas então nem se fala. Molhar o que você estiver carregando como celular, documentos, bolsa… pode não ser muito bom também. Esse tipo de coisa pode ser encarado como problema, mas não a chuva propriamente dita. Só essa mudança de postura já vai fazer uma grande diferença.

A partir daí, você pode começar a planejar de forma séria sua pedalada, não rezando para que passe a chuva mas aprendendo a conviver com ela. Vejamos alguns itens e acessórios que você pode tentar usar de acordo com suas necessidades.

Pára-lamas
Aquela famosa mancha de terra e barro nas costas está presente mesmo quando se pedala depois da chuva se o pavimento ainda estiver muito molhado. Isso costuma incomodar até mesmo os mais despreocupados  (ou pelo menos quem tiver que lavar a roupa depois). Portanto, um pára-lama é um dos primeiros investimentos que deve ser considerado.

Proteção pessoal
No Brasil ainda não existe muitos acessórios próprios para ciclistas e usar aquelas roupas de motoqueiro, por serem totalmente impermeáveis, acabam deixando você mais molhado de suor do que se fosse tomando chuva. O negócio é adaptar. Você pode usar capas de chuvas e anoraks para proteger o tronco, calças impermeáveis para as pernas e polainas ou até sacos plásticos para os pés.

Os modelos abaixo de capas, calças e overshoes são mais adequados. Mas quem quiser usar um desses vai ter que se empenhar um pouco mais para importar ou tentar fazer o seu próprio (e pode apostar que tem gente que vai querer comprar).

O que eu apresentei são os dois extremos. Pedalar na chuva exatamente como se pedala num dia de sol ou pedalar completamente coberto. Entre eles, existem inúmeras possibilidades. Você pode, por exemplo, não se incomodar em molhar os pés. Daí é só usar uma sandália de borracha. Ou andar sem capa ou até sem camisa… Ou usar uma bermuda … Cada um precisa descobrir, pedalando na chuva, o que incomoda ou não.

Talvez seja necessário levar alguma peça de roupa seca para trocar quando chegar ao destino. Isso nos leva ao terceiro tipo de acessórios.

Proteção da bagagem
Além de proteger a bicicleta e você mesmo, em alguns casos é preciso proteger algumas coisas que você esteja carregando como a carteira, bolsa, celular, compras e até mesmo uma toalha ou roupa seca para trocar quando você chegar.

Mais uma vez é você quem deve avaliar o que vai ser melhor. Você pode usar uma mochila nas costas e por a capa por cima. Para quem tem que carregar um volume um pouco maior, comprar um alforge impermeável é algo a se pensar. Outra opção é instalar um modelo pequeno daqueles baús para motos que são bem leves. Ou até mesmo colocar tudo bem embrulhado  num saco plástico.


Essas são apenas algumas dicas gerais. Aposto que tem muita gente que pensou em várias outras coisas. E depois que você redescobre o prazer da chuva e consegue adaptar a sua pedalada, a experiência é muito boa. Nunca me arrependi de ter saído de bicicleta quando estava chovendo, mas o contrário já aconteceu.

Anúncios

5 Respostas

  1. Muio bom o post, em especial a última frase. Passei as últimas semanas sem capa de chuva (é a segunda que perco deixando a cair da bicicleta) e sem dinheiro para comprar uma boa. Vamos ver se esta semana resolvo o problema e volto a ser feliz!

    (Ah, sair mais cedo e usar óculos de proteção também ajudam bastante quando a chuva está mais forte.)

  2. Ótimo Luis… No meu caso, eu não me incomodo em me molhar no final de semana… ontem mesmo fui de bicicleta almoçar no Bar do Vitor e na volta deu um pé dágua daqueles tradicionais de CWB. Foi, digamos, relaxante e ajudou a lidar com as duas tacinhas de vinho que tomei no almoço…;)
    No dia a dia eu parto do princípio que não tem como não se molhar, o importante é não passar frio. Na fábrica mantenho sempre uma calça jeans no armário, e na minha mochilinha impermeável carrego uma camiseta limpa, uma cueca e um par de meias. Uso uma capa de chuva só para não molhar o dorso, onde o frio realmente incomoda, e o resto molha mesmo. Quando molho muito o tenis, empresto um sapato de segurança da fábrica para passar o dia no seco… chato é ir almoçar usando o botinão feioso…;)
    Aquele abraço e força para aguentar o inverno.. vai ser meu primeiro inverno de ciclista…

  3. Curioso, acabei de chegar em casa depois de uma pedalada noturna de 13km na chuva… hehehe

    Eu particularmente não me incomodo muito de me molhar. Saio de casa de chinelo, bermuda d’agua e camiseta mesmo. Se o frio for demais coloco uma jaqueta de motociclista, mas só se estiver frio mesmo, senão vira uma sauna e você sai mais molhado de suor do que se enfrentasse a chuva. A unica vantagem é que frio você não passa… hehehe. Estou pensando em investir numa Anorak storm pra substituir a jaqueta.
    Já a mochila, pra ir a facul, carrego dentro de um saco estanque, desses pra colocar a roupa depois do surf. Quando está calor vou sem camiseta mesmo, e a bermuda seca rapidinho. Quando não está tão quente levo outra bermuda, camiseta e um tênis também.
    No mais é isso que você falou, cada um encontra o seu jeito de se adaptar a chuva! E realmente, nada melhor que um banho de chuva pra energizar. As vezes agente resmunga um pouco quando acorda cedo e está chovendo, mas após enfrentar a chuva passa o resto do dia mais disposto e animado! Coisas que só nós ciclistas entendemos..hehehe
    Abraços

  4. Como você bem disse, não tem solução ideal e muito menos geral.

    Cada caso é um caso. Deve-se avaliar

    – qual a distância da pedalada?
    – como devo me apresentar no destino?
    – qual a intensidade da chuva?

    Por exemplo, se vou da minha casa até o Bar do Torto (4 quadras), onde posso vestir roupas informais, e a chuva estiver fraca… a única adaptação é o páralamas (SKS Raceblades, removíveis), um tênis um pouco mais à prova d’água, casaco idem, e pau na mula.

    Se a pedalada for mais longa, anorak pra proteger o torso e eventualmente um par de tênis + meia reserva na bolsa (que, aliás, é impermeável).

    Se o destino for o trabalho, onde devo usar roupa de mauricinho, negócio é pedalar com fantasia de ciclista mesmo (como em qualquer outro dia) já que o “uniforme” de trabalho vai inteiro na bolsa.

    E assim vai… cada caso é um caso. Mas é o que você falou: perder o medo da chuva é o primeiro passo.

    Confesso que eu, pessoalmente, me pego às vezes torcendo pra chover, só pra ter um desafio a mais – e também por ter menos “ciclista de final-de-semana” na rua pra me atrapalhar.

  5. Aliás, desculpe. O pau não é na mula. É na LONTRA. hehehe…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: