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Segurança cicloviária – parte II

Na semana passada publicamos a primeira parte. Agora seguem os últimos passos.

3. “Occuper le terrain”: (French for safety in numbers. )
Já é possível ver isso em Nova Iorque, embora ainda não esteja completamente concretizado. Mas quanto maior o número de pessoas de bicicleta que você coloca nas ruas todos os dias, mais as pessoas que estão envolvidas se mobilizam dia após dia no processo de aprendizagem. Os ciclistas aprendem como se comportar no trânsito para melhor se protegerem, os motoristas se acostumam a estarem atentos àquelas pequenas e frágeis figuras oscilantes do trânsito, a polícia aprende a desempenhar o papel dela no processo de aprendizagem, e o sistema existente hoje em dia aprende e adapta.

4. “Código das ruas”:
O código de trânsito, um conjunto de leis, conselhos e boas práticas para todos os usuários das ruas e estradas, funciona basicamente como uma base escrita para aprender a dirigir, assim como para estabelecer a lei (licenciamento, equipamentos de segurança necessários, leis).
Muitas cidades européias estão avançando para concretizar a idéia de estabelecer um “código de rua” que seja mais rigoroso e mais justo, e especificamente adaptado para as condições especiais e mais exigentes de se dirigir no trânsito da cidade. Isso tem se tornado mais importante a medida que vemos cada vez mais nas ruas uma mistura maior de veículos, velocidade e pessoas. A idéia principal é que a culpa por acidentes nas ruas, calçadas ou espaços públicos, seja automaticamente atribuída ao veículos mais pesado e mais veloz. Isso significa que o motorista que atingir um ciclista terá que provar sua inocência, diferente do que acontece hoje em dia, em que o ciclista tem que provar que o motorista é culpado (o que não é muito fácil de se fazer). Isso não é tão bom quanto a fórmula de 1995 de John Adams, que diz que todos os volantes de carros, caminhões e ônibus seriam equipados com um grande e afiado prego apontado diretamente para o coração do motorista – mas pode pelo menos ajudar as coisas a andarem na direção certa.

5. É um sistema de aprendizagem:
Uma vez quebrado o gelo a ponto de atitudes com relação a segurança de ciclistas comece a ser cogitada, é provavelmente melhor pensar na cidade e nas ruas como um sistema de aprendizagem. E aprendizagem com certeza acontece ao longo do tempo, e se você tiver sorte leva a uma sucessão de adaptações no caminho. Pode haver um pouco de conforto nisso, se você for paciente o suficiente, porque o que significa na verdade é que qualquer melhoria para o ciclismo que você possa imaginar hoje tem que ser pensado não como solução, mas como o início do cominho. Isso é definitivamente um processo orientado pelo planejamento.

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Uma resposta

  1. Meu grande amigo e companheiro de estudos no doutorado, o também “brasileiro” Mateus Porto Schattino, autor juntamente com o nosso tutor Dr. Julio Pozuetta do número 59 da publicaçao CiU – LOS ESPACIOS COMPARTIDOS (“SHARED SPACE”) – julio/agosto de 2008, onde tem uma entrevista com o holandes Hans Monderman, resume a situaçao assim:

    El concepto de Espacio Compartido, traducción literal de “Shared Space”, nace formalmente con la puesta en marcha del proyecto europeo así titulado, que forma parte del programa IIIB, del Mar del Norte. “Shared Space” se inició en 2004 y su duración como proyecto financiado en parte por la Unión Europea finalizará en 2008, tras haber promovido siete proyectos piloto en Alemania, Bélgica, Dinamarca, Holanda e Inglaterra. Sin embargo, “Shared Space” no es sino una nueva denominación para una técnica con décadas de historia, desarrollada fundamentalmente en Holanda y que puso en práctica nuevos criterios para la regulación del tráfico y el diseño del espacio público, basados en la eliminación de toda señalización reguladora, en resaltar el contexto urbano del espacio vial y en la coexistencia e integración espacial de los diferentes usuarios. Analizar la experiencia existente de construcción y funcionamiento de espacios compartidos y evaluar la posibilidad de aplicar sus criterios a algunas de las calles o áreas de los centros de las ciudades españolas es el objeto del trabajo que se presenta a continuación.

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