• Mudança

    Novo endereço disponível: transportehumano.cidri.com.br

    Este blog não está sendo mais atualizado. Favor acessar novo endereço.

    Desculpe o transtorno.

O ciclista e o semáforo

semaforo2Sempre que pedalo pela cidade, uma série de questões sobre prudência, segurança e respeito passam pela minha cabeça. Hoje, queria falar sobre uma delas. Como agir nos semáforos.

De maneira geral, tento, ao máximo, equilibrar minha vontade de chegar rápido aos lugares e a prudência no trânsito. Os cruzamentos sinalizados são muito importantes nessa história. Às vezes tenho vontade de ultrapassar o sinal vermelho enquanto os carros esperam, afinal eles são mais rápidos, têm motor etc. Mas… penso assim, se há sinalização, ela deve servir pra algo, deve estar lá por algum motivo. É uma convenção que  estabelece parâmetros de conduta para todo mundo. Portanto, a sinalização deve ser respeitada.

De certa forma, acredito que a postura de respeito dos ciclistas diante das regras comuns pode suscitar uma visão também mais respeitosa dos demais usuários das vias (motoristas e pedestres). Esse é o ponto central.

Enquanto ciclista (ponderado), não somente ‘obedeço’ o semáforo, mas tento respeitá-lo, esperando que isso cause algum efeito benéfico (além da minha segurança imediata) nas relações entre aqueles que estão ocupando esses espaços comuns das ruas. Pode ser que o efeito seja pequeno o suficiente pra que não possa ser notado instataneamente ou a curto prazo, mas vejo como um pequeno passo (dentre vários possíveis) em direção a uma realidade menos ‘dura’ no trânsito.

Anúncios

7 Respostas

  1. Respeitar ou não o semáforo às vezes é questão de segurança própria.

    Uma coisa é tocar em cima de quem está atravessando na hora em que o semáforo está vermelho pros veículos.

    Outra, bem diferente, é aproveitar que os carros estão parados no sinal vermelho e pegar um trecho de rua que, de outra forma, estaria com um volume de tráfego de automóveis perigoso.

    • Pois é. Tens razão. Mas costumo esperar ainda assim. Como quem se coloca de “igual pra igual” na pista. Não deixa de ser um ponto de vista romântico.

  2. Eu já acreditei mais nessa visão que vc demonstrou no post. Não digo que está errada, mas eu mudei um pouco minha conduta, porque as regras de trânsito para nós, ciclistas, são rídiculas e não sserão jamais respeitadas pelos motoristas enquanto não houver uma mudança radical nesse aspecto. Falando em andar no centro de ctba, eu prefiro sair antes do verde deles pra ter um pouquinho de sossego, pois sei que 1, 5 m de distância jamais acontecerá, nem tanto por respeito, que o motorista pode até ter, mas pelo espaço. Então procuro aproveitar toda e qqer brexa pra me livrar das toneladas de metal. E óbvio, nada disso se aplica com pedestres. Esses terão sempre a preferência.

    • Bom, concordo que a posição dos ciclistas em relação às leis de trânsito é delicadíssima, mas isso de que nada se aplica aos pedestres e eles sempre terão a preferência… acho que não é bem assim. Já vi (e estive em) inúmeras situações em Curitiba onde os carros e motos corriam pra cima dos pedestres, até mesmo acelerando mais quando a pessoa põe o pé na rua. É assustador, de verdade.

      Valeu!

      • Acho que ele quis dizer que respeita o pedestre em qualquer situação.
        Mas que o ciclista urbano precisa ser uma pessoa de coragem, disto não há a menor dúvida.

  3. Bicicleta é um veículo e apesar de não ter motor (embora existam biciletas elétricas) a velocidade e peso dão mais poder ao ciclista em um acidente do que as pessoas reconhecem. Um ciclista de 80 kg trafegando a 30 km por hora é um bólido com capacidade para ferir seriamente um pedestre ou até matar e causar um acidente com um carro ou uma moto de grandes proporções.

    Sempre tive vizinhos que iam trabalhar de bicicleta. Eram operários que faziam isso por necessidade financeira e não por questão ambiental ou de saúde.

    Anos atrás, um ciclista trafegando entre a calçada e o ônibus parado no ponto (afinal, o espaço estava vazio) atropelou minha mãe, na época jovem e com um bebê no colo, jogando os dois no chão. No último ano conto já três escapadas de atropelamento, duas na calçada e uma quando atravessava a rua e o ciclista surgiu “costurando” vindo detrás de um carro parado. Ele ainda me xingou quando passou por mim. E eu estava na faixa. Se eu tivesse sido atropelada e morta, não haveria penalidade pois não há como identificar uma bicicleta.

    A falta de ciclovias não é motivo para trafegar na calçada, espaço reservado ao pedestre e somente a ele.

    Semáforo fechado é também inviolável. O pedestre não tem de esperar ciclista passar e nem o motorista que vem na outra via tem obrigação de adivinhar que o ciclista vai cruzar.

    Ciclista também tem de caminhar levando a bicicleta na mão nas passarelas de pedestres e acessos a estação de metrô. Já cansei de ver ciclista pedalando em frente às bilheterias do metrô.

    Falam tanto das ciclovias da Europa, mas lá esses comportamentos dariam multa, apreensão da bicicleta e até prisão ao ciclista dependendo do país.

    Conversando com um homem da CET após ver um ciclista na contra mão, ouvi que eles nada podem fazer pois não há como multar veículo sem placa.

    E como todos sabem, nossa Constituição não permite multa a pessoa física. Ou seja, hoje o ciclista é inimputável no trânsito.

    Sou totalmente favorável à instalação de ciclovias ONDE FOR POSSÍVEL, lembrando que nem todas as ruas na Europa têm ciclovias, mas com o bônus vem o ônus: o ciclista tem de ser responsabilizado por seu comportamento e punido assim como o motorista e o motociclista.

    Sou inclusive favorável à mudar a Constituição para punir o pedestre que atravessa em meio aos carros, mas uma emenda seria mais difícil do que simplesmente voltar ao que já tínhamos: o emplacamento de bicicletas. E não, isso não significa emplacar bicicleta de crianças de 5 anos. Significa emplacar bicicletas de adultos que pretendem trafegar na rua. O problema é que não é uma posição simpática. Só espero não termos de esperar a morte de um pedestre para que tenhamos de assumir a responsabilidade.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: