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Pedalando no inverno – parte 3

por Paulo Roberto Rodachinski

Depois das dicas da última semana, vamos ver hoje como proteger mãos e cabeça.

Luva

Luva

Nem é preciso lembrar da necessidade de boas luvas, por motivos óbvios. O uso de luvas impede a exposição direta das articulações ao frio, o que pode provocar problemas como artrite. E também protege as mãos em caso de tombo, evitando ferimentos mais graves.
Existem luvas para todos os gostos e bolsos, porém não é preciso gastar fortunas para se obter um bom produto. Linhas nacionais de produtos para ciclismo oferecem luvas de excelente qualidade por preços módicos. Modelos de dedo fechado podem ser encontrados por R$ 35 ou pouco mais.

Ao adquirir uma luva, procure optar por modelos que possuam acolchoamento na palma da mão. Esse forro ajuda a absorver as vibrações e pancadas provenientes do guidão, evitando dores e outros problemas.

Não é muito aconselhável a utilização de luvas de volume exagerado (tipo montanhismo) ou sem a existência de antiderrapante nos dedos. Ambos os casos podem provocar dificuldade na operação de manetes de freio e câmbio, dificultando a pedalada ou, na pior das hipóteses, provocando incidentes.

A cabeça também merece atenção, em especial as orelhas (e ouvidos) e a nuca, que quando descoberta potencializa a sensação de frio.

A cabeça é responsável por uma parcela significativa de nossa transpiração, pela existência de grande quantidade de vasos sanguíneos no couro cabeludo, e consequentemente circulação sanguínea.

Portanto não é recomendável cobrir totalmente a cabeça na prática de atividades físicas, pelo desconforto proveniente da elevação da temperatura da região e também pelo suor gerado. Para evitar estes problemas existem duas alternativas aos ciclistas: os gorros ajustáveis e as bandanas.

Gorro

Gorro

Os gorros ajustáveis possuem um elástico ou cordão na parte superior, permitindo a abertura total ou parcial do mesmo.

Com esta opção, é possível ventilar a parte superior da cabeça sem, no entanto, expor a mesma ao vento frio. Também é possível utilizar sob o capacete de ciclismo, desde que o mesmo possua regulagem para se ajustar ao volume adicional do gorro.

Outro uso interessante para este tipo de gorro é o de pescoceira. Abrindo-se o elástico totalmente é possível utilizar o gorro de ponta cabeça, cobrindo o pescoço e nuca. É prático e confortável. Um gorro ajustável da marca nacional Curtlo custa em torno de R$ 25.

As bandanas (ou testeiras) são peças que recobrem a testa, orelhas e parte da nuca do ciclista, deixando o topo da cabeça livre para o uso do capacete. É o ideal para a prática de ciclismo, pois evita o superaquecimento da cabeça e protege as partes críticas que normalmente ficam expostas.Testeiras de fabricação nacional como Mauro Ribeiro ou Adenosina custam de R$ 20 a 25.

Testeira

Testeira

E finalmente, em caso de chuva, nada mais simples que uma capa de chuva, não é? Errado! Capas de chuva comuns tornam-se verdadeiras saunas quando utilizadas por ciclistas. Não é incomum o ciclista ficar mais molhado por causa do suor do que pela chuva, caso não estivesse utilizando a capa.

Para isso existem capas desenhadas exclusivamente para ciclistas, com duas características interessantes: aberturas sob os braços e nas costas, para expelir o calor e suor; e o maior comprimento da parte traseira, evitando que o ciclista tenha suas calças encharcadas pela água impulsionada pela roda traseira.

As capas também são muito compactas, podendo ser dobradas de forma que caibam no bolso traseiro de uma camisa de ciclismo. Boas capas de chuva custam entre R$ 65 e 85.

A combinação das peças de vestuário apresentadas pode proporcionar a proteção necessária para qualquer tempo, seja uma manhã gelada ou um dia de temperaturas amenas e chuva leve. Por exemplo: em dias excepcionalmente frios, a calça pode ser complementada pelos pernitos ou pela segunda pele, assim como a jaqueta pelos manguitos. A capa de chuva por cima da jaqueta também é uma opção. Em dias amenos, os manguitos e pernitos em conjunto da bermuda e uma camiseta já são suficientes.

O custo relativamente (e aparentemente) elevado das peças especialmente desenhadas para o ciclismo pode desencorajar a compra, porém a tecnologia utilizada e o fato de serem pensadas para a pedalada compensam o investimento. Por experiência aprendi que a utilização de tais peças poupa as roupas “normais” no dia-a-dia, além de trazer maior conforto, praticidade e proteção.

Esse produtos podem ser encontrados em lojas especializadas de ciclismo ou lojas de montanhismo e aventura.

Um abraço e boas pedaladas! Com qualquer tempo!

Paulo Roberto Rodachinski mora em Curitiba e usa a bicicleta diariamente como meio de transporte.
paulor2@uol.com.br

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4 Respostas

  1. Ótimas dicas! Teremos parte 4?

    Em dias de tempo mais difícil, digamos assim, vale um mantra mental para dar incentivo e sair de magrela: lembrar dos inúmeros tiozinhos espalhados pelo país que vão com suas bicicletas monomarcha pro trabalho todos os dias, vestindo qualquer coisa e enfrentando qualquer terrreno… heróis!

    • Olá Ana Vivian,

      A princípio, a série contém apenas essas três partes. Mas temos alguns outros no forno sobre pedalar na chuva ou no escuro. E se houverem mais dúvidas sobre o frio publicaremos algo com certeza.

      E viva os nossos hérois do dia a dia.

  2. Super interessante… que tal um artigo sobre as invenções criativas de quem não tem grana e usa a bici todo dia, e se vira com o que dá? Achei o artigo super útil

  3. Gostei muito das dicas, parabéns pelo trabalho que tem desenvolvido!!!!
    Alexandre Stange

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