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Superpoderes ciclísticos: pontualidade

por João Guilherme

Os motivos para adotar a bicicleta como meio de transporte são os mais variados. No entanto, um deles merece enorme destaque, a pontualidade. Mas esse conceito pode parecer um pouco misterioso para quem ainda não pedala.

A lógica no entanto é muito simples: um ciclista na cidade viaja a uma velocidade média de aproximadamente 15 km/h. Mais do que um dado científico, trata-se acima de tudo de uma comprovação empírica vivida por qualquer ciclista urbano no seu dia-a-dia.

A experiência cotidiana ensina de maneira definitiva que, se um lugar está a 5 quilômetros de distância, o ciclista vai precisar de 20 minutos para completar o trajeto sem pressa. Um semáforo fechado a mais ou a menos, a chuva ou o calor, tudo isso interfere pouco. As variações vão sempre cair dentro de uma margem de erro razoável.

O domínio quase que absoluto sobre as variáveis distância e tempo acaba por tornar o ciclista um ser humano capaz de ser mais pontual que a média dos habitantes da cidade. Com as facilidades trazidas pelos mapas disponíveis na internet, um ciclista precisa apenas definir uma rota para saber a distância e depois fazer um cálculo matemático simples para aferir o tempo necessário para o deslocamento pretendido.

Com ou sem congestionamentos motorizados, durante as horas de pico, ou no meio da madrugada, quem pedala vai sempre saber quanto tempo demora para ir do ponto A ao ponto B dentro da sua cidade. Com os problemas enfrentados rotineiramente por quem depende dos motores para se locomover na cidade, o ciclista urbano torna-se um pouco uma figura mítica. É capaz de prever quanto tempo irá demorar para se deslocar até mesmo na ultracongestionada São Paulo.

O texto acima foi retirado do Blog Transporte Ativo. O Transporte Ativo é uma ONG com sede no Rio de Janeiro que tem mostrado pouco a pouco que outro mundo é possível.

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2 Respostas

  1. Pontual, sadio, ecologicamente-correto, que mais precisa para adotado como praxe? Ah, claro: tratamento correto (vias separadas, estacionamentos junto aos terminais, tubos, etc.), respeito (para com e de com) e campanhas educativas, talvez?

    A grande verdade é que com a bicicleta, se socialisa o transporte e se promove a melhora ambiental. Juntamente com o andar a pé e o transporte público forma o grande tripé da mobilidade urbana sustentável.

    rg

  2. isso é verdade… dia desses me atrasei uns 10 minutos pra pegar o onibus, e qualquer onibus que eu pegasse depois ia me atrasar muito. peguei a bici e cheguei antes do que chegaria com o onibus, que saiu 10 min antes!
    melhor, de graca ainda! 😀

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