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Pedalando no inverno – parte 1

por Paulo Roberto Rodachinski

Com a chegada do outono/inverno, o clima passa a ser bem mais hostil aos ciclistas urbanos. As baixíssimas temperaturas observadas nas manhãs e finais de tarde contrastam com o sol e temperaturas mais elevadas durante o dia. A escolha do vestuário adequado para a pedalada torna-se importantíssima, de modo a proporcionar conforto e proteção ao ciclista.

Pedalar é uma atividade que demanda esforço físico; então é inevitável que o corpo eleve sua temperatura. Isso é bom de um lado e ruim de outro: ao elevar a temperatura do corpo o ciclista fica menos sujeito ao frio, porém, se não houver um controle da temperatura, o ciclista passa a sofrer do desconforto do excesso de calor e suor. Por isso mesmo, roupas de frio comuns não são totalmente adequadas e indicadas para o pedal.

O vestuário ideal é aquele que permite a perda de excesso de calor gerado pela pedalada, sem, contudo, expor o ciclista ao frio. Essa característica está diretamente ligada à capacidade do material permitir a evaporação do suor, que controla a temperatura corporal. Materiais sintéticos são mais eficientes nesse ponto, portanto roupas de algodão devem ser evitadas. O algodão demora mais para secar quando molhado, acumulando suor. Após cessar a atividade física (a pedalada), o suor contido no tecido irá esfriar, gerando desconforto ao ciclista, podendo até mesmo provocar gripes e resfriados.

Mesmo nos dias mais frios não é necessária uma montanha de roupas para se proteger das baixas temperaturas a que estamos expostos durante a pedalada. Pelo contrário. Peças leves e confortáveis podem trazer a proteção e o conforto desejado.

manguitoO ciclismo esportivo trouxe diversas contribuições para os ciclistas urbanos no que tange o vestuário, e algumas delas impressionam pela simplicidade e praticidade, inclusive podendo ser utilizadas conjuntamente com roupas comuns.

É o caso dos manguitos e pernitos. Essas peças de nomes estranhos nada mais são que extensões de camisas e bermudas de ciclismo. Mas podem ser utilizados por baixo da roupa comum, auxiliando na retenção do calor, ao mesmo tempo que permite a evaporação do suor. Outra enorme vantagem é a facilidade de colocação e retirada, caso o tempo mude.

Ambos são fabricados em lycra, ficando justos nas pernas e braços. O custo varia de acordo com o material e marca, mas peças de qualidade comprovada custam em torno de R$ 20 (manguitos) e R$ 30 (pernitos), o par.

Costumo utilizar os manguitos por baixo (ou sobre) as mangas de jaquetas, assim evito ter os pulsos expostos ao vento.

segunda pele camisa

segunda pele camisa

Outra peça interessante e muito prática é a chamada “segunda pele”. São camisas (de manga curta ou longa) e calças justas, de material muito agradável ao toque, e que permitem um conforto muito grande, pois absorvem o suor da pele, dissipando a umidade mais rapidamente. São ótimas para serem utilizadas por baixo de conjuntos “trainning” ou qualquer outra roupa.
Se você pedala grandes distâncias diariamente, o uso de calças de ciclismo é recomendável, principalmente pela existência do forro, que proporciona conforto e evita assaduras provocadas pelo selim.

A calça pode ser utilizada sem complemento, enquanto a segunda pele não deve ser utilizada de forma solitária. Porém nada impede que você utilize uma bermuda ou calça comum sobre a calça de ciclismo, caso não se sinta confortável com a aparência que esta proporciona.

calça ciclismo

calça ciclismo

O preço de uma calça de ciclismo começa em torno de R$ 60, de marca nacional de boa qualidade.

Na próxima semana daremos mais algumas dicas pra esquentar da cintura pra cima.

Paulo Roberto Rodachinski mora em Curitiba e usa a bicicleta diariamente como meio de transporte.
paulor2@uol.com.br

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15 Respostas

  1. Estou pensando seriamente em comprar pernitos. Não gosto de utilizar calça para pedalar e, apesar de frio, Curitiba é famosa pela mudança de tempo, então a facilidade de só complementar minha bermuda me atrai bastante.

    Uma preocupação que tenho é da elasticidade do pernito se esvair com o tempo, fazendo com que ele fique escorregando e inútil, já que com uma calça não teria esse problema.

    • Não precisa se preocupar com a elasticidade do material, Leonardo. O tecido mantem a elasticidade por muito tempo e os pernitos são mantidos no lugar pela bermuda. A pressão exercida pela barra da bermuda (onde normalmente existe um elástico) evita que eles escorreguem.
      É importante lembrar que a máxima eficiência dessas peças é obtida com um ajuste fino no corpo do ciclista, então na hora da compra é imprescindível adquirir aquelas que se moldem perfeitamente ao corpo.

  2. Ah, só mais uma coisa! Faltou uma média de preço para a camisa. (;

    • O preço da segunda-pele gira entorno dos R$ 100, tanto para a calça como da da camisa. Valor este para as opções da marca Curtlo, de fabricação nacional.

  3. Oi Paulo, Luis e pessoal do grupo,

    Existe um outro material excelente para as pedaladas de inverno: a lã. Além de aquecer tão bem ou até melhor que os materiais sintéticos, a lã não te deixa com aquele cheirinho de gambá no fim da pedalada.

    Pra quem tem muita coceira com a lã comum, vale procurar roupas de lã merino, uma fibra mais fina que além de não causar nenhuma alergia, tem maior poder calorífico que a “comum”. O difícil é achar no Brasil, em lojas esportivas do exterior ela já é facilmente encontrada, apesar do alto preço.

    Para locais frios e chics como Curitiba ela é perfeita, dá pra pedalar quentinho e com estilo!

    Abraço quente 😉 :Dudu

  4. Valeu pela dica Eduardo

  5. Bem lembrado, Eduardo! Outra vantagem da lá é que retém o calor mesmo quando molhada ou úmida, então mesmo em caso de uma chuva inesperada você se manterá aquecido.

  6. Como bicicleta pra mim é algo puramente utilitário, opto por uma calça jeans com stretch, um jeans que tem elástico na composição . Depois que descobri esse tipo de jeans, uso com ou sem bike. É absurdamente confortável, versátil e não é feio. Na Vila Romana tem.

  7. Achei ótimo o artigo. Me tirou algumas dúvidas antigas (sou do tempo em que nada disso existia) e me deu dicas super úteis. Valeu

  8. […] semana passada, demos as primeiras dicas de como se proteger do frio. Vamos ver mais algumas […]

  9. Capa de chuva:
    Utilizo e recomendo capa de chuva de pescaria. É leve, fácil de transportar, barata e protege bem. Comprei numa loja de pesca na Lamenha Lins, próximo da Visconde de Guarapuava.

  10. Oi pessoal, acabo de concluir um tcc sobre isso, roupa para pedalar. Mas concluir o tcc não significa terminar de procurar por dicas e soluções melhores. Então, a melhor dica que eu consegui encontrar nas pesquisas veio da prática, de uma pessoa muito gente fina que conhecemos aqui, o Antonio Olinto. Alguns já devem conhecer o site dele (www.olinto.com.br). A tal dica é a das 4 camadas e tbm está lá no site. Algumas marcas de tecidos tecnológicos também sugerem a mesma técnica. Ainda não tive a oportunidade de estar em um lugar tão frio com bicicleta, mas no inverninho de Floripa andamos testando 3 camadas e posso dizer que deu certo!
    Outro grande problema na minha opinião é a chuva, e o modelo mais interessante de proteção a ela eu julgo ser o poncho, que muito se assemelha a capas de pescaria que o Rogério comentou ali, elas são ótimas sobretudo porque tem uma ótima ventilação, diferente das jaquetas impermeáveis que condensam o suor quando o exercício intensifica. As capas projetadas para pedal prendem bem nos pulsos e protegem um pouco mais as pernas, mas claro, com ajuda de um paralamas.
    Mais uma coisa: o pé. Quando chove, o Sekiji (outro cicloviajante que conhecemos em Floripa, http://www.sekiji.net) deu a dica de colocar sacos plásticos por cima da meia e depois calçar o tênis. Testamos essa na nossa participação clandestina do audax e deu certo também! Pé quentinho e seco o tempo todo…apesar de não ter chovido durante a prova, pegamos muitas poças que molharam o tênis… mas não o pé!

    Eduardo, a questão da lã, será que funcionaria com lã sintética ou acrílica? Porque essas lã merino, ou qualquer lã animal são difíceis de lavar e manter, além de que enconlhem bastante…e são $algada$, hehehe.

    Valeu pessoal!

  11. Paulo!

    Primeiramente parabéns pelas 3 partes dessa sessão. Foram de muita ajuda as dicas.

    Queria ver se vc me indicava onde posso achar os “manguitos”, principalmente os que começam com o preço de 20$ hehe.

    abraço
    vinicius

    z.vinicius@gmail.com

    • Obrigado, Vinicius! O objetivo foi familiarizar o pessoal com alguns itens não tão comuns e que podem ser bastante úteis no dia-a-dia.

      Você pode encontrar manguitos bem em conta na Jamur Bikes, através do site deles:

      http://www.jamurbikes.com.br/produto.php?id=3083

      Normalmente esse tipo de peça é encotrada em bicicletarias mais especializadas, principalmente em ciclismo de estrada.

      Ou ainda, numa opção bem econômica, pode mandar confeccioná-los. É bem simples, basta adquirir 0,5 metro de tecido (que pode ser lycra ou ainda algum outro com maleabilidade suficiente para ficar justo no braço) levar a uma costureira e pedir para que ela tire as medidas do seu braço e costure os manguitos.
      Meus primeiros manguitos foram feitos assim, e acredite, ficaram ótimos! E a um custo bem baixo.

      Abraço!

  12. Paulo, agradeço mais uma vez. :]
    Achei essa peça interessante pra pedalar no sol e não se queimar também.

    abraço

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