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    Desculpe o transtorno.

A “maldição” das calçadas

Eu sei que o código de trânsito recomenda que o ciclista não vá pelas calçadas, a não ser que esteja desmontado, mas confesso que, de vez em quando, saio da pista e pego uns atalhos. Faço isso, geralmente, pra cortar caminho quando a rua é contramão e quando não há muito fluxo de pedestres. O fato é que sempre me sinto um tanto contraventor e fico com certa vontade de pedir desculpas sempre que cruzo com um pedestre (que provavelmente nem sabe dos direitos e deveres do ciclista no trânsito).

Pois bem, há 4 semanas acho que fui “castigado” por subir na calçada. Duas coisas bem desagradáveis me aconteceram. No primeiro incidente (ou melhor, acidente), eu estava pedalando no Centro, num fim de tarde, e, pra fugir de um engarrafamento, subi na mardita (sic) da calçada. Garoava. Subi de mal jeito. Escorreguei e levei um baita tombo!! Meu pedal direito (de metal) quebrou-se, meu joelho teve um leve esfolamento e fiquei louco pra me esconder porque uma queda assim é sempre um tanto desengonçada… Levantei e, quase inteiro, fui embora. 1 a 0 pra calçada.

Dois dias depois, eu pedalava tranquilamente na calçada da Rua Tapajós (Bom Retiro), indo contra o fluxo do trânsito. Não tinha ninguém por perto. De repente, a uns 100 metros, vejo uma mulher, que conversava num orelhão, saltar assustada, gritando, xingando e apontando na minha direção. Fiquei assustado também, ora! Por alguns instantes, pensei que atrás de mim havia um ladrão, um tsunami ou um monstro verde de 5 olhos. Que nada! A senhora gritava pra mim (e pra bicicleta): “ai, meu Deus! sai daqui! tira esse troço daí, moço! sai!!! que merda!!”, coisas do tipo. Ela parecia apavorada, surpresa e zangada, tudo ao mesmo tempo. Saiu de perto do telefone público e se encostou inquieta na porta de uma das casas, esperando eu passar. Sem tirar o olho de mim e sem parar de gritar e xingar. Não entendi nada. Acho que fiquei mais assustado que ela. Estranhíssimo. 2 a 0 pra dona calçada.

Agora, só pra garantir (minha integridade física e emocional) vou me manter pedalando pela rua mesmo. Eu hein!

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6 Respostas

  1. acho que foi castigo o que aconteceu contigo mesmo. ciclista não pode andar na calçada e ponto final. se não essas coisas acontecem, certeza! hehehe 😛

  2. O Código de Trânsito Brasileiro, define “calçada” como:
    “CALÇADA – parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada
    à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à
    implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.”
    Porém, vale lembrar que as calçadas normalmente passam pelas frentes dos acessos
    veiculares de todos os tipos de edifícios; o descarregamento de mercadorias para lojas
    muitas vezes ocorre pela passagem das mercadorias por cima das calçadas; e em
    algumas cidades com grande utilização de bicicletas encontram-se trechos de “calçadas
    compartilhadas”.
    O CTB não define o que é um pedestre. A Nota Técnica oferece uma definição: um
    pedestre é qualquer pessoa se locomovendo a pé nas vias públicas. Como quase todo
    mundo caminha a pé, a palavra “pedestre” significa uma condição temporária de cada
    membro da população e não uma determinada categoria da população. Pessoas se
    locomovendo em cadeiras de rodas, para fins de planejamento e engenharia, podem e
    devem ser consideradas como pedestres.

    Vale no entanto considerar que o ciclista, quando em uma “calçada compartilhada”, deve comportar-se e priorizar o pedestre em velocidade e a nível de preferencia.

    Nao posso dizer que o castigo tenha sido justo, mas que fique a liçao.

    rg

  3. Acho que vale o bom senso. As bicicletas na calçada podem de uma certa forma “ameaçar” as pessoas a pé (não tanto quanto a senhora aí do causo, eu espero).

    E qualquer acidente que ocorra, o ciclista seria automaticamente responsável.

    É preciso ser cuidadoso. E quem sabe benzer a bici…

  4. tá vendo ! Deus castiga…

    Trabalho na Getulio Vargas e nas horas de folga fico em frente a empresa, vendo o transito.
    Além dos carros, rolam por ali alguns ciclistas, na calçada compartilhada.
    E, sinceramente ?
    Não sei se é algum de voces que estão sempre aqui no blog (eu sou pedestre convicto e confesso), mas o que vejo de ciclistas mal-educado rodando ali…
    Sei que não são todos, que não se pode generalizar que entre os analistas de sistemas (sou um) também existem canalhas e blá-blá-blá…
    Mas seria interessante uma campanha de concientização entre os cliclistas, dos direitos e dos deveres de cada um.
    Algo tipo, não ande na calçada que Deus castiga, não ande na contra-mão que voce também está errado, de preferencia ao pedestre SEMPRE…essas coisas minimas que tornariam o convivio entre nós, ciclistas e pedestre muito melhor nessas abominaveis mal-iterpretadas calçadas compartilhadas….
    —————-

    um comentario nada a ver, mas tudo a ver :

    voces ja viram essa excrecência que andam colando nos carros :

    190km/h É CRIME !

    ??????????????

    Cara ! andar acima do limite, qualquer que seja ele, 40/60/70/80/120…É CRIME !

    Senão, daqui a pouco vão pensar que só quem anda a mais 190km/h é que merece uma multa !

    ————–

    outro comentario nada a ver.

    em frente a escola que estudo, o povo estaciona seus carros em cima da calçada, na frente de garagens, onde acham que devem.
    fiquei muito feliz quando vi uma viatura multando todos !
    e a cara dos manés (nada contra os Manés, meu sogro é Mané) putos com o guarda, tentando convence-lo de que estavam certos…

    ——————

    abçs

  5. Sim, Claudio.. A necessidade de educação no trânsito é geral. Precisam dela ciclistas, pedestres, motoristas, motociclistas. E isso, acho eu, resolveria tantos problemas…

  6. aqui no Brasil reina a cultura do “passar na prova”.

    faz cfc só pra passar no exame e pegar a carta
    decora tudo e depois que passa, esquece, age como se não fosse obrigado a saber coisas minimas e simples…

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