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Ciclista urbano precisa, antes de tudo, é de coragem

Uma vez, há não muito tempo, uma amiga que anda de bicicleta basicamente pra se exercitar nas ciclovias curitibanas me perguntou se eu não tinha medo de andar entre os carros. Então ela me contou que um dia ela tinha tentado ir de algum lugar perto do Shopping Mueller até o Passeio Público pela rua, mas se sentiu muito apreensiva.

Acho que muitos ciclistas urbanos diriam que isso é coisa do começo, porque você ainda está inseguro, ou algo do gênero. Mas eu respondi que sim, de fato, é perigoso andar entre os carros e é preciso, antes de tudo, muita coragem.

Até hoje, depois de aproximadamente dois anos andando quase diariamente de bicicleta, eu ainda me sinto insegura, às vezes. E isso apesar de ter aprendido a me impor no trânsito e adotar várias atitudes preventivas. Há dias que chego em casa pensando em desistir. É assim que me sinto, e acredito que não adianta esconder isso pra fazer com que mais pessoas optem pela bicicleta como meio de transporte prioritário.

Acredito também que sentir perigo no trânsito não deve me fazer desistir. E também não deve fazer com que eu simplesmente sinta raiva dos motoristas, aqueles “seres malignos” que querem me atropelar a qualquer custo, ou de políticos e governantes, aqueles “porcos” que só pensam em criar mais e mais vias pros carros. Coisas que muitos ciclistas pensam.

O movimento é, sim, de resistência. Mas também deve ser de busca por melhores condições de tráfego da bicicleta na cidade. É nesse momento que a gente se envolve com alguma causa, certo? No meu caso, teve a Bicicletada e depois o Grupo Transporte Humano.

Não é obrigatório, é claro. Mas às vezes penso que todo ciclista urbano deveria ser, por causa do que ele vive no seu dia-a-dia, uma pessoa pelo menos um pouquinho engajada, não é não?

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10 Respostas

  1. Eu pedalo pra fazer minhas coisas há 8 anos. Nesta virada de ano, fiquei 10 dias longe da bike, e quando voltei, precisei de um período de “readaptação”. Foi coisa de um, dois dias, mas isto me fez compreender melhor as pessoas que não têm coragem de usar a bicicleta no dia-a-dia, e me lembrou do quanto um ciclista urbano tem que ser raçudo pra continuar usando a bike como tranporte.

    Essa percepção do lado “born to be wild” que todo ciclista urbano deve ter, se traduziu no meu cartaz pra Bicicletada de Curitiba ( http://www.flickr.com/photos/candyland_comics/3269762488/ ).

    Bicicleta não é mesmo pra todo mundo, até por que tem gente que simplesmente não consegue andar de bicicleta. Mas eu também acho que carro não é pra todo mundo.

  2. Falou e disse, Tassia

    Olha que eu pedalo desde os 10, 12 anos de idade nas ruas, primeiro de Sampa e desde os 16 em Floripa, felizmente.. mas nem tanto assim 😉

    Sempre preciso dar aquela concentradinha antes de sair pra uma pedalada, e muitas vezes passo um medão quando tomo uma fina, será assim por muito tempo ainda!

    Mas ainda assim incentivo outras pessoas a pedalarem também, o que já me trouxe um sentimento de responsabilidade quando alguma delas teve um acidente…

    Mas enfim, a satisfação de ver novos ciclistas nas ruas, bem como meu prazer de pedalar, supera e muito esse medo.

    sigamos pois, pedal pra frente! :Dudu

  3. A coragem, alguém disse, não é não sentir medo, mas saber enfrentá-lo. Nisso entra uma boa dose de equilíbrio: o medo não deve ser tão grande que impeça de se pedalar e nem tão pequeno que impeça de tomar as precauções (sempre necessárias) no trânsito. Excesso de confiança mata mais do que excesso de medo.

  4. Olá
    Moro em Cuiabá – MT a 17 anos e a dois anos comecei a usar a bike como meio de transporte, uso a todos os dias para ir e vir para o trabalho e aos fim de semana ainda pego umas trilhas em Chapada dos Guimarães, concordo com a palavra MEDO do transito, pois hoje vejo o transito por um olhar diferente, o olhar do mais fraco, isso mesmo é assim que nós ciclistas nos sentimos ao pedalar em meio a essa selva de pedra com seus bichos motorizados sedentos por chegar a seu destino a todo custo.
    Mas de uma coisa eu tenho certeza, no trajeto entre minha casa e meu trabalho, sigo meu pedal todos os dias nos horários de pico e noto que sempre são os mesmos motoristas fazendo o mesmo trajeto, e sempre escuto um ou outro gritando, ( Eu também queria começar a pedalar, mas da medo.) Sempre digo a eles, eu também tenho, mas tenho que confiar em você pra que nada me aconteça.

  5. Eu uso a bike todo dia para me locomover em Curitiba.
    Faço duas vezes ao dia o trajeto Batel > Centro Cívico > Batel.
    Já estou tão acostumado que vou meio que no automático, nem penso muito sobre os riscos. Eles continuam existindo, mas eu simplesmente não me foco neles.
    A dica que deixo é procurar vias mais tranquilas, mas pedalar, pedalar, pedalar, até o ponto em que sua auto-confiança irá gerar segurança naturalmente.
    Por exemplo, ao invés de ir pela Carlos de Carvalho, é preferível pegar a Comendador Araújo, que é mais plana e menos movimentada.

  6. Eae pessoal, blz!!!!

    Olha só, tenho uma bike que uso nos finais de semana,e gostaria de participar de lgum grupo de ciclistas amador, que fazem ciclismo em Cuiaba! Alguem pderia me dar o endereço de encontro, ou o e-mail de algum participante?

    obrigado…
    abs /o\…

  7. […] Ciclista urbano precisa, antes de tudo, é de coragem […]

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