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Ciclotáxi na rodoviária

Dando carona na charrete

Dando carona na charrete

No ano passado recebi a visita de um primo da capital, aquela mesmo, Brasília – Capital Federal (e também a cidade que nos tirou o título de mais motorizada do país).

Ele já havia me avisado antes que viria de ônibus e chegaria no final da tarde num dia de semana. Passaria apenas um dia porque estava em trânsito para Buenos Aires, cidade que ele realmente admira. Fiquei pensando como seria a melhor forma de recebê-lo, já que não tenho carro e no fim de tarde o trânsito e o transporte coletivo não são muito atraentes.

Resolvi então que iria buscá-lo na minha charrete* da Altmayer. Tem espaço suficiente até pra duas pessoas e ainda cabe a bagagem na parte de baixo. Além do mais, eu estava louco pra usá-la pra valer. Até o momento, eu só tinha dado umas voltinhas sem graça.

Na véspera da viagem, quando ele me ligou para confirmar o horário da chegada, eu avisei como ia fazer pra buscá-lo e ele respondeu com um simples: “OK” ! Pensei comigo mesmo: “Que bom que ele não estranhou”.

Como eu trabalho no Centro Cívico, foi fácil chegar até a rodoviária. Claro que não usei a ciclovia. Primeiro porque no Passeio Público instalaram mais obstáculos para ciclistas nas duas entradas e a charrete simplesmente não passa. Segundo porque é extremamente desconfortável passar com a charrete em todos os cruzamentos sem rebaixamento da Mariano Torres. Por isso fui por uma rua paralela.

Cheguei alguns minutos antes do meu primo. Ele estava cansado da viagem, que tinha durado 24 horas, mas assim que ele viu a bicicleta com a charrete começou a rir e disse: “Cê tá falando sério? Isso é pegadinha né?” Acho que ele não tinha entendido direito no final das contas. Mas em pouco tempo ele sacou que era assim mesmo que a gente ia pra casa.

Meu apartamento ficava no Cabral a uns 5km e algumas ladeiras da rodoviária. Depois do choque inicial e da sensação de ser um cara “exótico” (ele confessou mais tarde que estava feliz por estar numa cidade em que não conhecia ninguém), ele deu uma relaxada e curtiu o passeio. Fomos batendo um papo até chegarmos em casa.

Balanço final. Pra mim, um cansaço um pouco maior por carregar quase 100kg de peso extra e uma satisfação enorme por ter conseguido. Pro meu primo, o prazer de ter experimentado algo realmente novo, mas muito legal (segundo ele mesmo) e a surpresa de ter podido conhecer tanto de uma cidade logo assim na chegada.

* A charrete é a mesma da foto, mas não sou eu que estou na bici, nem meu primo que está na charrete!

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19 Respostas

  1. Luis, tenho que perguntar uma coisa pra você:

    – Qual era a cara do pessoal quando você passou com a charrete pela cidade?

    Pergunto por que normalmente quando passo de bicicleta o pessoal já olha, se estou com meu filho na cadeirinha atrás aqui que olham mais ainda. Fico imaginando como seria com a charrete. 🙂

  2. Que legal você pedalar com seu filho! Taí algo que eu queria saber mais a respeito para quando chegar o meu.
    Minha esposa tá até preparando um artigo sobre pedalar durante a gravidez.

    Bom, realmente, todo mundo torce o pescoço para olhar. Vejo de canto de olho muitos sorrisos e olhares curiosos, sempre numa atitude bem positiva.

    E quando paro num cruzamento ou no sinal tem gente que pergunta quanto é a corrida ou se eu quero vender.

  3. Cara, o guri gosta… O negócio é que só depois dos 6 meses mais ou menos é que rola um passeio. Antes nem pensar.
    Três coisa importantes que eu percebi depois que comprei a cadeirinha:

    1. Não tenha medo de investir em uma cadeira confortável não, sinto que o meu filho as vezes fica cansado em passeios um pouco mais longos, por volta de 1 hora.

    2. Cuidado com a proteção dos pés, mesmo eu tendo comprado uma cadeirinha legal o guri conseguiu tirar o pé da proteção… Perigoso eles enfiarem o pé na roda, ai já viu.

    3. Velocidade só de passeio, passou dos 15km/h ou 19km/h a cadeirinha já leva quase todo impacto de buracos e obstáculos.
    Não sei como seria em uma cadeirinha de bagageiro, talvez seja menos tumultuado o balanço. rs

    De resto é só alegria.

    Mas com a sua charrete deve ser bem legal também… Vai que vem gêmeos! rsrs

    Deve ser legal essa história de pedalar durante a gravidez, minha esposa fez hidroginástica durante a gravidez e foi muito bom…

    Inté mais!

    • Olá Macrobiótico!
      Eu levo minha filha na bicicleta numa cadeirinha que vai atrás, no bagageiro. Já usei a que vai no guidão quando ela era menor mas ao atingir uns 3 anos (hoje ela tem 5) adquiri a cadeira de bagageiro e sem dúvida é muito melhor de pedalar. A cadeira pode suportar até 25kg (com 5 anos ela está com 17kg).
      Eu acho que para a criança também é melhor pois ela não tem aquela sensação de insegurança indo na frente.
      Sem dúvida, vale muito a pena investir numa cadeirinha segura e confortável, afinal, é o teu maior tesouro que vai nela…rs…. eu ainda comprei uma almofadinha pra ficar mais confortável ainda e um capacete pra ela (eu já uso sempre). A minha comprei em Curitiba na Portella e custou em torno de 60 reais. Comprei vermelha pra ficar bem visível no trânsito.
      Nem preciso dizer que minha filha adora!!
      E quando ela não está usando, eu uso como bagageiro, pois o encosto ajuda a segurar as coisas que levo!
      Ah, mas deve ser muito legal passear com as crinaças na charrete. Fiquei com aquela (boa) dor de cotovelo do Luis!
      Um grande abraço e boas pedaladas!
      Roger.

      • Muito bom Roger. E logo é hora da sua filha pedalar por conta própria também não é ?

        Mas não seja por isso. Vamos marcar uma pedalada com a charrete !

      • Olá Luis! Sim, ela já está treinando… a bicicleta que comprei para ela não fixa muito bem as rodinhas e agora estou tentando direto sem as rodinhas, mas vou precisar colocar de novo, pra ela pegar mais confiança. O legal da cadeirinha é que você consegue levá-los em percursos longos. Mas na real não vejo a hora de ver minha pequena pedalando ao meu lado!
        Abraço!

  4. Acabei de chegar de São Pedero de Alcantara/ SC. Lá fizemos uma promoção do uso da bicicleta como meio de transporte e colocámos o ciclotáxi na rua. Foi um sucesso só! Em breve um relato mais completo!

  5. Pô, legal !

    Dava pra fazer uma frota de rickshaw, como na India !

    abçs

  6. rickshaw… 🙂

    Curti essa Claudio!

  7. Luís, valeu pelas palavras!

    e as suas aqui me deixaram com muita vontade de experimentar um passeio numa charretinha haha.
    abraços

  8. eu tava nessa pedalada!! não na charrete, nem a puxando, claro.. mas numa outra bicicleta fazendo companhia 😛

  9. Legal o relato! Ainda bem que o seu primo não entendeu o aviso por telefone, pois não aproveitaria o passeio e não haveria história para contar…

    Deixe-me ver se entendi nas entrelinhas… a Lia está grávida?!

  10. Ainda não Leandro.
    Mas é sempre bom estar prevenido.

    Vc já viu a nossa lista de parceiros atualizada?
    https://transportehumano.wordpress.com/atividades/parceiros/

  11. Opa, obrigado pela parte que me cabe!

  12. Ae pessoal, como vão todos? De bike, eu espero rsrsrsrs.

    Gostei muito da charrete e da carretinha do irmão Luis, é simplesmente d+.
    Os gringos, principalmente europeus ja fazem uso da bicicleta como meio de transporte eficaz a muito tempo, e ainda inventam carretas em casa mesmo pra carregar praticamente de tudo. No youtube tem alguns videos sobre o assunto… eu indico um que uma galera fez a mudança de um amigo só com bikes. Confiram http://www.youtube.com/watch?v=fq3oSyvXLiY& e vejam o que acham.
    Moro em Mogi das Cruzes, quase interior de SP e to muito afim de montar um triciclo em casa. No site http://www.instructables.com na parte de bikes existem varios trailers feito em casa, com materiais baratos.

    Fiquem com Deus, galera.
    Abração
    Marco

  13. Onde você comprou essa charrete? foi você que fez?
    É muito legal, queria uma

  14. quero saber como faço paraa conseguir um ciclo-táxi

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