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Por favor, não buzine

Ando desconfiada de que os (e as) motoristas acham que estão fazendo um grande favor a nós, ciclistas, quando dão aquela buzinadinha. Mas não, não estão. Primeiro porque não é nada educado ficar buzinando por aí sem um motivo muito forte. Além do mais, quem faz isso está contribuindo para que a cidade fique mais poluída – sonoramente falando.

Pra piorar (do ponto de vista do ciclista), a buzina faz com que a gente se assuste, perca a concentração e corra o risco de cair. Talvez você nunca tenha visto isso acontecer, mas, por instantes, a sensação que tenho quando alguém buzina atrás de mim, ou do meu lado, é que eu vou me desequilibrar, por causa do susto. Também não conheço estudos relacionando quedas e buzinadas, mas, enfim, é um risco!

Já recebi várias buzinadas. E todas elas parecem querer dizer alguma coisa diferente. De modo geral, a impressão que fica é que o motorista está pensando o seguinte: “Olha só, seu ciclista, a rua é minha, a preferência é minha. Então fica ligado porque eu vou passar. Não vem pro meu lado, não. Se puder, se joga aí na calçada”. É, quase sempre, uma buzinada agressiva.

Inclusive, eu já ouvi, certa vez, após uma buzinadinha leve, que nem parecia vir de alguém tão irritado, algo do tipo: “Vai pra calçada, porra!” É isso aí, falaram palavra feia e tudo mais. Bem mal-educado mesmo. E ignorante, porque lugar de ciclista montado em sua bicicleta não é na calçada.

E tem também aquela buzinada do cara que se acha romântico. Ele ama as mulheres. As mulheres, pra esse tipo de homem, são como um objeto que deve ser admirado, um pedaço de carne num açougue, sabe como é? Enfim, eu não sei o que passa na cabeça de gente desse tipo. Não sei o que ele pensa pra achar que isso é divertido, bacana e que a mulher que está recebendo a buzinada vai ficar muito lisonjeada e feliz.

Não, não, rapazes. Saibam que isso é o pior que vocês podem fazer dentro de um carro.

Perguntinhas:

  1. Ciclista, você também se assusta e sente que está se desequilibrando quando alguém buzina do seu lado ou o problema é só comigo mesmo?
  2. Motorista, você buzina pros ciclistas? Por quê?
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22 Respostas

  1. Buenas Tassia,

    sinceramente não me assusto com as buzinadas mais não, agora me distrair, isso sim. E muito! Fico procurando pra ver se tem algum carro muito grudado do meu lado ou está atrás pedindo “educadamente” passagem (geralmente onde não dá pra ele passar. rsrs). Mas até que me acostumei… Agora o que me irrita mesmo, é quando o indivíduo vai entrar a direita (rua, shopping, posto de gasolina…) sabe que não vai dar pra ele passar na minha frente, não quer esperar eu passar, então dá aquela buzinadinha, me fecha, e eu quase caio. Aí eu fico nervoso… Mas aprendi a respirar fundo e seguir em frente. Afinal não adianta discutir com uma criatura dessas… rsrs.

  2. Enquanto ciclista, a buzinadinha atrapalha mesmo. Porque no trânsito é importante usar os cinco sentidos para ficar atento a todo o entorno (bom, talvez a gustação não seja tão importante, mas no lugar dela entre o sentido vestibular, que permite o equilíbrio, este sim fundamental). E, assim, qualquer estímulo diferente pode ser uma informação importante e uma buzinada muitas vezes não é nada…

    Alguns motoristas buzinam com a maior das boas intenções, como que para apoiar a pedalada em uma subida, por exemplo. Já me relataram isso no sinal fechado, dizendo que estão pensando em experimentar de novo a bicicleta. Mas o efeito é contrário, a buzina pode alertar (para nada) e acaba atrapalhando.

    Ah, e quanto à buzinada maldosa do tiro “sai da frente que estou passando em cima”, isto sempre me faz lembrar de um comentário do Miranda certa vez… Se teve tempo de buzinar é porque teria tempo de freiar. A buzina deveria ser um item proibido.

  3. oi, gente! legal q vocês comentaram o meu texto. valeu!

    eu concordo com o “macrobiótico” quando ele diz que o negócio é respirar fundo e seguir em frente. e não só pra buzinadas. a gente vê tanto absurdo andando por aí que se não seguir esse conselho… bom, aí a gente nem sai de casa de bicicleta, né? 🙂

  4. às vezes eu me assusto, mas geralmente apenas fico chateado com o estouro no meu ouvido.

    certa vez fui calmamente (juro) abordar um motorista de ônibus que me deu uma buzinada no centro. ele pareceu sincero ao dizer que só estava me dando um toque.

    o fato é que, de qualquer forma, acho que ganhamos buzinadinhas e buzinadões porque ainda somos “aliens” no trânsito de curitiba.

  5. Bem, em meu pouco tempo de ciclista levei apenas duas buzinadas e por curiosidade ambas eram mulheres (nada contra, apenas pelo fato de se dizer que a mulher é mais calma ao volante), uma estava trafegando pelo acostamento e a outra estava com pressa e pelo visto eu estava invadindo seu território.
    Acho que a palavra é bem essa mesmo. Nós ciclistas “invadimos seus territórios” com nossas magrelas.
    Parabéns pelo texto
    Abraços
    Neto

  6. obrigada, Neto! 🙂

    e acho q é isso aí que você e Eduardo falaram… como somos estranhos, muitos nem sabem como agir. um dia eles aprendem… tomara!

  7. Respondo a primeira pergunta somente: não sei se aqui na região do Vale do Sinos (perto de Porto Alegre) os motoristas são mais educados ou o que, mas recebo raríssimas buzinadas.

    Ok, não estou há muito tempo pedalando pelas ruas, coisa de poucos meses, mas vejo que existe uma certa dose de respeito sim. Carros e ônibus respeitando ciclistas que vem na preferencial, guardando distância segura, quando possível, na ultrapassagem… Isso aqui, em cidades que não passam de 250 mil habitantes.. já em Porto Alegre não sei da realidade.

    Feito então! Ótimo blog!

    • oi, zeca! que bom que você não recebe buzinadas 🙂

      cidades pequenas têm essa vantagem… as pessoas não estão tão estressadas no trânsito, né? e, n sei se é bem assim, mas tenho a impressão de q, nas ruas, o convívio com bicicletas é maior.

      obrigada pela visita e apareça no blog! sempre tem texto novo nas segundas e quintas.

  8. Lá vem eu de novo !

    Pois, não estou defendo os motoristas…

    E quando é o ciclista, em cima da calçada, que vem com aquela campainha (trim-trim) por traz do pedestre ?
    Afinal, o pedestre está errado em andar na calçada ?
    E se o pedestre em questão é uma senhora de idade avançada ? Ela também vai se assustar…e olha que um susto em uma senhora de idade pode ser perigoso, não é ?

    Pois é isso que acontece, e muito aqui em Curitiba,depois que a prefeitura resolveu “dividir” a calçada entre pedestres e ciclistas, por que na rua é só pra carro, né ?
    Aqui existem essas calçadas compartilhadas, onde, quem pode mais chora menos…ou seja, agora, nós pedestres convictos, eu sou um, temos que andar na beira da calçada, ralando o ombro na parede, pra não ser atropelado por um ciclista que pensa que bike é carro…

    Aliás, aquela campainha das bicicletas é horrivel !
    (trim-trim-trim)

    abçs a todos

    • oi, claudio e luis

      acho que quando é ciclista na “ciclovia compartilhada” buzinando pra um pedestre, o problema é menor porque, a pessoa pode até se assustar, mas há o risco de ela se distrair e cair? acho q não…

      eu quase não uso as ciclovias de curitiba. mas se tenho q usar (e se é uma do tipo compartilhada) eu realmente evito usar a campainha. acho meio mal-educado, sabe?

      acho que existem diferentes tipos de pedestres (assim como existem ciclistas E ciclistas, motoristas E motoristas). sabe a ciclovia da mariano torres? as pessoas gostam de andar pela ciclovia, sendo que a calçada é bem larga. eu até entendo, pq ninguém merece essas calçadas de curitiba e suas pedras… mas precisa andar na ciclovia quatro pessoas uma do lado da outra, formando um verdadeiro paredão?? isso é comum também, né?

      no fim das contas, eu concordo com o luis: essa história de ciclovia compartilhada é que não tem nada a ver mesmo!!

  9. O grande problema é o que o imbecil motorizado que buzina, se concentra na buzina, e esquece do freio, numa forma estúpida de dizer, saía da frente, você está sendo meu obstáculo.

    Aproveitando o post do Cláudio, é por isso que eu não uso essas calçadas compartilhadas, a pior invenção que fizeram nesta cidade.

  10. Pois estou procurando, desde que cheguei de Sampa, quem é o imbecil que criou essas calçadas de pedras irregulares e ainda por cima enfiou uma ciclo..faixa…via… no meio do caminho…

    Compartilho com voces todos essa briga contra os carros.Tenho um, não gosto de dirigir, procuro evitar…desde sempre fui caminhante convicto…

    abçs a todos

    • oi, claudio. eu não falaria exatamente que brigamos contra o carro. na verdade, eu até teria um, se ele realmente fosse necessário pra mim. bom, falo um pouco sobre essa questão do uso exagerado do carro em um outro post: https://transportehumano.wordpress.com/2008/12/20/por-um-uso-mais-racional-do-carro/

      sabe o que é engraçado? eu escrevi esse post da buzina numa época em que eu tava estressada com isso, pq era muito frequente. essa semana, principalmente na sexta, fiquei pensando q nunca mais tinha acontecido de alguém buzinar pra mim. mas quando tava chegando em casa depois do trabalho, sabe o que aconteceu? e era uma mulher dirigindo! realmente pareceu que ela tava querendo me “avisar” de que ela estava ali e ia passar. mas pq n esperar eu passar primeiro, né? afinal, eu tava na frente dela… se fosse um outro carro ou uma moto, ela não teria que esperar?

  11. muitos buzinam forma d e fazer certa amizade ,outros adoram buzinar para se divertir com nosso susto . a grande solução seria as ciclofaixas, mais como nossos governantes ainda não cairam na real que o grande lance para resolver o problema do transporte é incentivar ouso das bicicletas.eu vou me assustando e firme com as mãos no guidão e concentrado no meu pedal.felicidades
    gilmar-osasco-sp

    • oi, gilmar. ciclofaixas não seriam uma má idéia não. eu iria gostar. mas será q daria pra fazer ciclofaixas em toda a cidade? e enquanto não as implantam? acho q a solução é educação no trânsito mesmo, é buscar uma convivência pacífica nas ruas. enquanto isso não se realiza, firmeza no guidão 🙂

  12. E então ! Estou fazendo uma pesquisa informal…
    aproveitando meu caminhar pela cidade, percebo que, ao atravessar a rua, mesmo na faixa, o que procuro fazer sempre, e vem um carro invariavelmente, sendo mulher, parece que elas grudam as mão no volante, endurecem o braço e aceleram, como que querendo fazer voce correr…e como sempreque isso acontece estou olhando firme pra cara delas, sobra pra elas freiarem…

    ja os homens dão uma freiadinha e apenas me olham feio…

    estranho, né ?

  13. Pior que buzina é você receber uma “chamada” de um carro da polícia enquanto pedala. Isso aconteceu hoje comigo à noite. Eu estava pedalando no início da Augusto Stellfeld, na altura dos tubos de ônibus do Largo da Ordem. Eu ocupava um terço da faixa da esquerda, que estava vazia. Estava de capacete e luz traseira. Assustei-me quando um carro “colou” em minha lateral. Era um carro da PM. O “seu guarda” disse “ô fio, tá querendo ser atropelado? Ande mais para o canto”. Pensei em responder, dizer algo do tipo “o sr. conhece o código de trânsito?” e tal, mas optei pelo silêncio. Continuei pedalando, ultrapassei o carro da polícia que estava parado no semáforo, furei o sinal vermelho (eu faço isso às vezes) e continuei como se nada tivesse acontecido…

  14. Assustado eu não fico, mas que distraí isso sim, e ai fico procurando de onde a buzinada. O problema não é a buzinada, mas sim saber que o motorísta que buzina não conhece as regras de trânsito, ele não sabe que o veículo maior deve sempe respeitar os menores, seja outro veículo ou pedestres, e que deve em vez de buzinar, procurar o freio e segurar e se afastar do ciclista ou pedestre, enfim, evitando que o mesmo seja atropelado, pois fatalmente causará ferimentos nas pessoas ou até a morte, mas alguns lamentávelmente trocam o freio pela buzina.

  15. Eu fico é bravo quando recebo uma buzinada mesmo estando no canto da pista. Olho bravo pra quem buzinou, pergunto “o que foi?”, abro os braços, etc etc hahah

    Claro, tudo depende do humor, mas a ultima buzinada que recebi rolou isso.

    Vinicius

  16. e se a gente propusesse que, por força de lei, os carros saissem de fabrica com um dispositivo que, ao buzinar, o carro freia com tudo, fazendo o infeliz bater a cabeça no volante e quem sabe acordar 🙂 ?

    ja pensei nisso para os motoboys de são paulo, e alguns de curitiba, que buzinam e aceleram…

  17. Hahahaha…

    Os carros saem da fábrica com capacidade de atingir velocidades superiores às permitidas em qualquer estrada no país.

    Ou seja, já são produzidos com a intenção de transgredir a lei.

    Imagina se vai ter freio quando buzina…

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