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O espaço público colaborativo

Hoje em dia, em época de globalização, vivemos uma revolução virtual que tem produzido alguns fenômenos colaborativos muito interessantes como a wikipedia, a blogosfera, o software livre, o eBay, entre outros. Graças aos esforços de milhares de desconhecidos, qualquer navegante de passagem pode transitar por essas comunidades e utilizar serviços confiáveis e de grande utilidade.

É interessante notar que isso não representa, nem de longe, o nosso dia-a-dia nas grandes cidades. O que se vê são pessoas cada vez mais fechadas. Fechadas no escritório, no shopping, no condomínio, no carro e com uma atitude cada vez mais individualista e competitiva.

Por que o fenômeno no mundo virtual não encontra paralelo no mundo real? Por que freqüentar os espaços ao ar livre, “públicos” e “gratuitos” em grandes centros urbanos tem perdido o poder de atração e vem sendo trocado gradualmente por opções individualistas de atividades entre quatro paredes?

Caracterização do espaço público
A Wikipedia define o espaço público como “aquele que, dentro do território urbano tradicional, é de uso comum e posse coletiva”. Alguns exemplos de espaços públicos são: ruas, praças, parques, jardins, quadras poliesportivas, reservas ambientais e bosques. A princípio, o direito de ir e vir em espaços públicos livres como esses é total.

De acordo com o projeto Espaço Compartilhado, os espaços públicos são lugares onde a sociedade se expressa; são espaços para aqueles que querem estar lá, para aqueles que pensam que é importante estar lá. Estar em um espaço público não tem uma única função nem um benefício direto, mas certamente tem um significado e um propósito. O espaço adquire um significado através do que as pessoas fazem e através do que as pessoas fazem juntas, isto é, através da cultura viva.

Ou seja, além de serem espaços de circulação, também são espaços de lazer e recreação, de contemplação ou de preservação ou conservação (como um grande parque ou mesmo uma reserva ecológica). E não podemos esquecer de sua função como conector social e promotor de segurança, descritos de forma sublime no livro “Morte e Vida de Grande Cidades”, de Jane Jacobs.

O espaço público na sua cidade
Certamente, as pessoas não perderam a atração por espaços abertos e coletivos como esses. É fácil de notar isso durante os feriados quando um grande número de pessoas enfrenta congestionamentos gigantescos para passar uns poucos dias na praia ou no campo. No entanto, os problemas criados pelo atual modelo das cidades têm afastado as pessoas do espaço público urbano.

É óbvio que as ruas estão sempre cheias de pessoas indo e vindo, mas a coisa pára por aí. Cada vez mais a rua é um “não-lugar”, já que todas as suas funções têm sido abandonadas, exceto como meio de passagem.

Usuários e gestores do espaço público

O senso de pertencimento vai desaparecendo aos poucos à medida que deixamos de usufruir do espaço público e portanto deixamos de dar importância ao que acontece por lá. Esse processo que transforma a rua lenta e gradualmente numa terra de ninguém pode gerar dois efeitos extremamente nocivos.

  1. Pode haver uma apropriação por um grupo que inviabiliza ou inibe sua utilização pelas demais pessoas. Como por exemplo: drogados, carros e prostitutas.
  2. As decisões sobre as mais variadas questões urbanas deixam de interessar os próprios moradores dessas áreas que são, invariavelmente, os mais afetados.

Isso por sua vez leva a conclusões equivocadas, mas bastante comuns:

Ruas e locais movimentados não são atraentes
Pelo contrário, ruas vivas que desempenham as diversas funções apresentadas são sempre bastante desejáveis. Como afirmou o urbanista Jan Gehl, que busca planejar cidades voltadas para seres humanos: “O maior interesse das pessoas são pessoas”

O governo é responsável pelos problemas urbanos e é ele que deve tomar alguma providência
Obviamente, cada comunidade conhece seus problemas locais como ninguém, assim como as peculiaridades para encontrar as soluções. Delegar tamanha responsabilidade a um grupo externo só pode gerar soluções ineficientes, além de limitar a autonomia das pessoas.


A cidade é, indiscutivelmente, uma das maiores invenções da humanidade. O seu maior trunfo é o poder aglutinador onde ocorre a geração não intencional de oportunidades e situações entre as pessoas. Assim como no espaço virtual (onde desconhecidos cooperam entre si e garantem um ambiente seguro e confiável pelo simples fato de estarem lá e sem um órgão centralizador) também as ruas de nossas cidades podem ser assim. Infelizmente, parece que muitos de nós já esquecemos disso.

E você. Como você aproveita o espaço público? E o que deve ser feito para melhorá-lo?

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13 Respostas

  1. […] de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Raquel Rolnik, essa fuga poderia ser evitada se o espaço público urbano mais central fosse organizado de maneira mais racional, de forma mais democrática para que as […]

  2. Eu aproveito para passear, fazer caminhada, jogar bola andar de bicicleta, conversar com os amigos e olhar para as paisagens.
    Mais seguranças , um transporte melhor e direto para facilitar o acesso das pessoas á esses espaços.

  3. Bom eu sendo brasileiro nato,sempre achei muito gostoso usar nossos espaço porque sem eles não sobreviveriamos por exemplo, nossas trilhas de caminhadas nossas praias nossos rios para, pescar-mos os transportes p/ nós deslocarmos,de um lugar para o outros lugares eu acredito em melhorias em nossos governantes.

  4. hoje as pessoas cada vez mais se encontram nos shoppings e praias. as praças ficaram e os parques estão ficando esquecidos. as linhas de ônibus são muito ruins. gasta-se muito tempo no deslocamento deveria ter mais segurança nas praças publicas
    mesmo que para sair de casa causa mais estresse.
    que saudade do tempo dos nosssos avôs, que ficavam nas praças batendo papo com os vizinhos todos se conheciam.

  5. Na minha opinião a cidade e a internet são umas das maiores invenções da humanidade. Eu aproveito o espaço publico ,sempre quando eu poço indo aos parques, museus e praças da cidade. Só não vou mais vezes por falta de tempo e porque o transporte publico é precario. Para ficar melhor, deveriam fazer mais eventos culturais, e construir espaços publicos em todos os bairros , para todas as pessoas terem acesso.

  6. EU PARA APROVEITAR O ESPAÇO PÚBLICO É QUANDO EU VOU NO PARQUE ECOLOGICO DO TIETÊ. MAS EU QUASE NAÕ VOU PORQUE É MUITO LONGE, E O ONIBUS DEMORA MUITO PORQUE NAÕ TEM PERTO DE CASA.

  7. bom, pra começar, eu teria que ter mais folga. aos domingos o tansporte è horrivel demora bem mais que meia hora. quando passa o onibus eu ja to estressada .e quando chego ao lugar desejado nao consigo relaxar.pra melhorar poderia ter transporte acesso, aos parques, espetaculos gratuitos,praças culturais e segurança que e o mais importante.

  8. Eu gosto muito dos espaços públicos, sempre usamos para fazer churascos em comemorações de aniversarios,
    sempre jogamos bola entre amigos, aproveitamos o maximo.
    poderia ter transportes publicos………………..

  9. Encontromos pessoas mais nos parques.Quando tenho foga eu gosto de ir ao parque porque lá eu posso fazer caminhada,encontro minhas amigas e aproveitamos bastante também é um encontro bem agradável , porque encontramos amigos e colegas que não temos oportunidade de ver ha muito tempo.
    Mas na cidade tem muitas pessoas para poucos parques , deveria ter mais parques, também atividade culturais. no parque é tudo de bom para tira um lazer mas é muito complicado para chegar há um parque por falta de transporte.

  10. eu quando tenho folga gosto de sair da correria de sao paulo.
    vou pra atibaia ou pra itanhaém. gosto de sossego porque sao paulo é estressante as condiçoes do transito são péssimas.

  11. […] O espaço público colaborativo Share this:TwitterFacebookGostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar disso. Por ciejanarede • Postado em Uncategorized 0 […]

  12. É interessante notar como o termo “espaço público” tem passado por uma transformação. Hoje em dia, cada vez menos pessoas reconhecem as ruas como espaços públicos de convivência. Para muitos ela não passa de um meio de passagem, um não-lugar. Entretanto, em qualquer grande cidade, a área ocupada pelas ruas e calçadas representa a maior porção do espaço público. Essa macro desapropriação é um dos grandes fatores de segregação. Isolando pessoas em suas casas, trabalho ou lazer. Apesar de muitos frequentarem parques e praças, elas costumam ser ilhas isoladas desconectadas do resto da cidades, usadas até mesmo como fuga do cotidiano.

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