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Uma boa época para pedalar em Curitiba

Existe muita gente interessada em começar a usar a bicicleta como transporte em Curitiba. Alguns declaram que gostariam de usar exclusivamente a bicicleta para se locomover pela cidade. Outros ainda admitem que pensam em usá-la apenas uma ou duas vezes por semana. Infelizmente muitas pessoas acabam não pondo em prática esse desejo.

Independente das várias motivações (ou desmotivações) pessoais, eu acredito que existe um período mais propício para experimentar a cidade em duas rodas. Em Curitiba essa época vai do comecinho do ano até o Carnaval.

Pedalando tranquilo

Pedalando tranquilo

Clima
Algumas pessoas podem achar que pedalar no calor é inconveniente, mas pedalar num frio abaixo de dez graus é realmente desconfortável se você não estiver agasalhado de forma adequada com uma roupa que aqueça mas permita que você transpire.

Pedalar no verão é muito mais simples. Basta usar roupas mais leves e um bom chapéu. Para quem for pedalar no começo da manhã ou no final da tarde fica ainda mais fácil pois as temperaturas estão amenas. E à medida que o verão vai acabando, o desconforto tende a diminuir mesmo com sol a pino. Até mesmo encarar uma chuva é mais fácil e mais gostoso.

Trânsito
Por ser verão, muita gente aproveita para ir a praia. E mesmo quem fica na cidade dirige menos, pois estão em férias os colégios, faculdades e universidades que são responsáveis por boa parte dos carros em circulação. Alguns órgãos públicos e empresas também tem férias coletivas nesse período. Isso tudo acaba gerando um efeito cascata e muitos estabelecimentos acabam tendo uma redução significativa no movimento, algumas deles ficando até mesmo fechados.

Isso inclusive provoca um fenômeno interessante. Algumas pessoas associam a tranquilidade do começo do ano com a ausência de pessoas e o comércio fraco com ausência de carros nas ruas. Na verdade é o contrário. Áreas com alto número de pedestres e transeuntes sem muitos carros costuma ser agradável e tranquila. E o comércio enfraquece quando há menos pessoas ou dificuldade no acesso. Mas numa cidade que enxerga e investe no  carro como forma de transporte ideal, este tipo de confusão é bastante comum.

Iluminação
Nesse período e com o horário de verão amanhece antes das 07h00 e anoitece por volta das 20h00. A iluminação natural prolongada é muito mais segura do que postes, lâmpadas e faróis. Isso aumenta significativamente a segurança dos ciclistas e dos demais atores do trânsito.


Pensando bem, com tantas vantagens, talvez nós devêssemos concentrar nossos esforços em promover e estimular a ciclomobilidade no começo do ano. Não faz muito sentido que o nosso mês da bicicleta comece em pleno inverno. É válido prestigiar o Dia Mundial Sem Carro no dia 22 de setembro. Mas vale lembrar que essa é uma data criada pelos países do hemisfério norte. E foi escolhida justamente por ser final de verão e ter vários elementos propícios para atividades ao ar livre, incluindo pedalar!

Em Bogotá, Colômbia, além do dia 22 de setembro, a cidade celebra, em fevereiro, o Dia sem Carro em Bogotá. Instituída pelo Decreto 124, de 24 de fevereiro de 2000, a iniciativa restringe a circulação de veículos na capital colombiana das 6h30 às 19h30 da primeira quinta-feira do mês de fevereiro.

Mercado Ético

Já estamos chegando na metade de janeiro. Portanto quem quiser começar, a hora é agora. Para dar uma ajudinha extra vale conferir o mapa de Selo Amigo da Bicicleta e se possível tirar suas dúvidas com alguém que já tenha alguma experiência. Se alguem quiser uma carona é só falar.

Mostre-me uma razão para pedalar

Why Biking - contest invitation

Why Biking - contest invitation


SHOW ME A REASON TO BIKE é o primeiro concurso lançado pelo site Why Biking e sua proposta é convidar os internautas a mostrar, através de fotos e desenhos de humor, razões para aderir à bicicleta. A votação será realizada no próprio site pelos internautas e o trabalho mais votado de cada categoria será premiado .

A bicicleta e as crianças

O texto abaixo é uma peça de propaganda francesa e boa parte dos modelos apresentados não estão disponíveis no mercado nacional… ainda!


Fizemos uma pesquisa em toda Europa para encontrar as soluções mais engenhosas de ciclomobilidade para crianças. Hoje, nós vamos apresentar um amostra das soluções encontradas para partilhar o prazer de pedalar com seus filhos .

draisienne

draisienne

Aprendizagem : a draisienne permite que a criança encontre o equilíbrio no seu próprio ritmo sem se render às famosas duas rodinhas que são usadas como muletas ! Se o seu filho já é um pouco maiorzinho, basta simplesmente retirar os pedais de sua bicicleta e posicioná-lo ligeiramente inclinado. Progressivamente ele vai aprender a se equilibrar.

Bicicletas infantis : nós escolhemos uma marca, a melhor : PUKY. Esta empresa familiar alemã foca há mais de 60 anos na questão da mobilidade infantil, eles propõem:

  • Segurança : equipamento de ponta certificado por organismos independentes
  • Inovação e design : Puky impõe novos padrões ao mercado
  • Relação qualidade/preço : comprar uma bicicleta Puky é um investimento de longo prazo
  • Duração de utilização e possibilidades de revenda : excelente qualidade das peças e pelo fato de estarem disponíveis por muito tempo, é bem tranquilo revender uma bicicleta Puky.

No dia a dia: cadeirinha na frente para os mais novos (a partir de 9 meses) ou cadeirinha atrás para os maiores ; nós aconselhamos as cadeiras “junior” para trajetos curtos com crianças grandes (para 6 anos ou mais…) !

Cadeirinha pra frente

Cadeirinha pra frente

Cadeira júnior

Cadeira júnior

A partir de duas crianças : um biporteur vai mudar sua vida !!

Você tem três crianças ? Também existe uma solução

tandem

tandem

Passeios :  o trailer se mantém insuperável, ele permite que as crianças durmam protegidas do sol ou do vento. E comportam ainda seus brinquedos e bichinhos de pelúcia … Elas adoram o ambiente que lhes serve de cabana !

trailer por dentro

trailer por dentro

trailer por fora

trailer por fora

Pra pedalar juntos : Nós recomendamos a barra de tração Follow-me . Ela é por si só uma verdadeira solução econômica e confiável para transportar uma ou duas crianças.

follow-me

follow-me


Esse artigo foi publicado originalmente por Cyclable e foi uma sugestão de uma de nossas amigas: Andressa Paupitz, mãe da Maele de alguns meses.

Lidando com a chuva

Já escrevi outras vezes sobre a chuva e recentemente até publiquei uma foto com meu kit-chuva. Mas parece que nessa cidade não pára de cair água e como sempre tem alguém interessado em saber como fazer para continuar andando de bici mesmo com aquele pé d’água, eu vou escrever um pouco mais sobre o tema.

Tenho percebido que na verdade não existe a forma ideal de andar na chuva (e em muitos casos, é isso que as pessoas procuram). E não adianta, eu simplesmente mostrar a minha solução. Talvez a minha experiência até sirva de motivação, mas cada um tem que encontrar uma  maneira própria de pedalar na chuva.

…Então, se você não estiver preocupado em molhar nada que esteja carregando — incluindo você mesmo — a chuva pode ser um alívio para o calor de verão. Isso quer dizer que onde quer que você vá, alguém pode te entregar uma toalha no fim da pedalada e um par de tênis secos. Se esse é o seu caso, ótimo — custo zero para você.

Andrew
Blog Commute Orlando

Antes de tudo é preciso ter em mente que a chuva não machuca ninguém. Pelo contrário, muita gente (incluindo as crianças) acha bastante divertido tomar banho de chuva. Portanto, a chuva em si não deveria ser uma preocupação, mas para muita gente, a vida ao ar livre deixou de ser o habitat natural há muito tempo e isso acaba se tornando um grande bloqueio para encarar um pouco d’água. O Batista fez um relato interessante no blog Ciclistas Anônimos sobre uma crise pessoal como essa.

É claro que existem algumas questões práticas. Passar o dia com a roupa molhada, mesmo que seja só a meia já é algo extremamente desagradável. Chegar no escritório pingando e com aquela marca de lama nas costas então nem se fala. Molhar o que você estiver carregando como celular, documentos, bolsa… pode não ser muito bom também. Esse tipo de coisa pode ser encarado como problema, mas não a chuva propriamente dita. Só essa mudança de postura já vai fazer uma grande diferença.

A partir daí, você pode começar a planejar de forma séria sua pedalada, não rezando para que passe a chuva mas aprendendo a conviver com ela. Vejamos alguns itens e acessórios que você pode tentar usar de acordo com suas necessidades.

Pára-lamas
Aquela famosa mancha de terra e barro nas costas está presente mesmo quando se pedala depois da chuva se o pavimento ainda estiver muito molhado. Isso costuma incomodar até mesmo os mais despreocupados  (ou pelo menos quem tiver que lavar a roupa depois). Portanto, um pára-lama é um dos primeiros investimentos que deve ser considerado.

Proteção pessoal
No Brasil ainda não existe muitos acessórios próprios para ciclistas e usar aquelas roupas de motoqueiro, por serem totalmente impermeáveis, acabam deixando você mais molhado de suor do que se fosse tomando chuva. O negócio é adaptar. Você pode usar capas de chuvas e anoraks para proteger o tronco, calças impermeáveis para as pernas e polainas ou até sacos plásticos para os pés.

Os modelos abaixo de capas, calças e overshoes são mais adequados. Mas quem quiser usar um desses vai ter que se empenhar um pouco mais para importar ou tentar fazer o seu próprio (e pode apostar que tem gente que vai querer comprar).

O que eu apresentei são os dois extremos. Pedalar na chuva exatamente como se pedala num dia de sol ou pedalar completamente coberto. Entre eles, existem inúmeras possibilidades. Você pode, por exemplo, não se incomodar em molhar os pés. Daí é só usar uma sandália de borracha. Ou andar sem capa ou até sem camisa… Ou usar uma bermuda … Cada um precisa descobrir, pedalando na chuva, o que incomoda ou não.

Talvez seja necessário levar alguma peça de roupa seca para trocar quando chegar ao destino. Isso nos leva ao terceiro tipo de acessórios.

Proteção da bagagem
Além de proteger a bicicleta e você mesmo, em alguns casos é preciso proteger algumas coisas que você esteja carregando como a carteira, bolsa, celular, compras e até mesmo uma toalha ou roupa seca para trocar quando você chegar.

Mais uma vez é você quem deve avaliar o que vai ser melhor. Você pode usar uma mochila nas costas e por a capa por cima. Para quem tem que carregar um volume um pouco maior, comprar um alforge impermeável é algo a se pensar. Outra opção é instalar um modelo pequeno daqueles baús para motos que são bem leves. Ou até mesmo colocar tudo bem embrulhado  num saco plástico.


Essas são apenas algumas dicas gerais. Aposto que tem muita gente que pensou em várias outras coisas. E depois que você redescobre o prazer da chuva e consegue adaptar a sua pedalada, a experiência é muito boa. Nunca me arrependi de ter saído de bicicleta quando estava chovendo, mas o contrário já aconteceu.

Preparado para a chuva

Friozinho chegando, a chuva que não pára… Clima ideal para por a prova o meu kit chuva para andar de bicicleta. Composto por:

  • Anorak: capa de chuva, velha conhecida entre os trilheiros de Curitiba
  • RainMates: um produto bem interessante vendido pelo grupo Cenas a Pedal. Foi trazido de Portugal pelo Homero e Rebeca (valeu pessoal)
  • Overshoes: para cobrir o tênis
Kit chuva

Kit chuva

Não era aquele pé d’água mas chovia forte. O anorak serve pra levar a mochila nas costas sem molhar também. Mesmo com o frio ele esquenta bastante por ser completamente fechado.

O RainMates aguentou o tranco. Pra quem não conhece ele só cobre a parte da frente das pernas. Isso deixa as pernas respirarem um pouco. Molhou só um pouco na parte posterior das canelas por causa do pavimento encharcado que acaba respingando um pouco, mas a chuva realmente não atrapalhou.

Por último, o Overshoes também resistiu bem. É só não enfiar o pé numa poça que tá tudo em ordem.

Cantando na chuva

Cantando na chuva

No fim das contas, saldo positivo. Cheguei apenas com o rosto molhado (não tem nada melhor que uma chuvinha no rosto pra começar bem o dia) e feliz da vida !

Pedalando no inverno – parte 3

por Paulo Roberto Rodachinski

Depois das dicas da última semana, vamos ver hoje como proteger mãos e cabeça.

Luva

Luva

Nem é preciso lembrar da necessidade de boas luvas, por motivos óbvios. O uso de luvas impede a exposição direta das articulações ao frio, o que pode provocar problemas como artrite. E também protege as mãos em caso de tombo, evitando ferimentos mais graves.
Existem luvas para todos os gostos e bolsos, porém não é preciso gastar fortunas para se obter um bom produto. Linhas nacionais de produtos para ciclismo oferecem luvas de excelente qualidade por preços módicos. Modelos de dedo fechado podem ser encontrados por R$ 35 ou pouco mais.

Ao adquirir uma luva, procure optar por modelos que possuam acolchoamento na palma da mão. Esse forro ajuda a absorver as vibrações e pancadas provenientes do guidão, evitando dores e outros problemas.

Não é muito aconselhável a utilização de luvas de volume exagerado (tipo montanhismo) ou sem a existência de antiderrapante nos dedos. Ambos os casos podem provocar dificuldade na operação de manetes de freio e câmbio, dificultando a pedalada ou, na pior das hipóteses, provocando incidentes.

A cabeça também merece atenção, em especial as orelhas (e ouvidos) e a nuca, que quando descoberta potencializa a sensação de frio.

A cabeça é responsável por uma parcela significativa de nossa transpiração, pela existência de grande quantidade de vasos sanguíneos no couro cabeludo, e consequentemente circulação sanguínea.

Portanto não é recomendável cobrir totalmente a cabeça na prática de atividades físicas, pelo desconforto proveniente da elevação da temperatura da região e também pelo suor gerado. Para evitar estes problemas existem duas alternativas aos ciclistas: os gorros ajustáveis e as bandanas.

Gorro

Gorro

Os gorros ajustáveis possuem um elástico ou cordão na parte superior, permitindo a abertura total ou parcial do mesmo.

Com esta opção, é possível ventilar a parte superior da cabeça sem, no entanto, expor a mesma ao vento frio. Também é possível utilizar sob o capacete de ciclismo, desde que o mesmo possua regulagem para se ajustar ao volume adicional do gorro.

Outro uso interessante para este tipo de gorro é o de pescoceira. Abrindo-se o elástico totalmente é possível utilizar o gorro de ponta cabeça, cobrindo o pescoço e nuca. É prático e confortável. Um gorro ajustável da marca nacional Curtlo custa em torno de R$ 25.

As bandanas (ou testeiras) são peças que recobrem a testa, orelhas e parte da nuca do ciclista, deixando o topo da cabeça livre para o uso do capacete. É o ideal para a prática de ciclismo, pois evita o superaquecimento da cabeça e protege as partes críticas que normalmente ficam expostas.Testeiras de fabricação nacional como Mauro Ribeiro ou Adenosina custam de R$ 20 a 25.

Testeira

Testeira

E finalmente, em caso de chuva, nada mais simples que uma capa de chuva, não é? Errado! Capas de chuva comuns tornam-se verdadeiras saunas quando utilizadas por ciclistas. Não é incomum o ciclista ficar mais molhado por causa do suor do que pela chuva, caso não estivesse utilizando a capa.

Para isso existem capas desenhadas exclusivamente para ciclistas, com duas características interessantes: aberturas sob os braços e nas costas, para expelir o calor e suor; e o maior comprimento da parte traseira, evitando que o ciclista tenha suas calças encharcadas pela água impulsionada pela roda traseira.

As capas também são muito compactas, podendo ser dobradas de forma que caibam no bolso traseiro de uma camisa de ciclismo. Boas capas de chuva custam entre R$ 65 e 85.

A combinação das peças de vestuário apresentadas pode proporcionar a proteção necessária para qualquer tempo, seja uma manhã gelada ou um dia de temperaturas amenas e chuva leve. Por exemplo: em dias excepcionalmente frios, a calça pode ser complementada pelos pernitos ou pela segunda pele, assim como a jaqueta pelos manguitos. A capa de chuva por cima da jaqueta também é uma opção. Em dias amenos, os manguitos e pernitos em conjunto da bermuda e uma camiseta já são suficientes.

O custo relativamente (e aparentemente) elevado das peças especialmente desenhadas para o ciclismo pode desencorajar a compra, porém a tecnologia utilizada e o fato de serem pensadas para a pedalada compensam o investimento. Por experiência aprendi que a utilização de tais peças poupa as roupas “normais” no dia-a-dia, além de trazer maior conforto, praticidade e proteção.

Esse produtos podem ser encontrados em lojas especializadas de ciclismo ou lojas de montanhismo e aventura.

Um abraço e boas pedaladas! Com qualquer tempo!

Paulo Roberto Rodachinski mora em Curitiba e usa a bicicleta diariamente como meio de transporte.
paulor2@uol.com.br

Pedalando no inverno – parte 2

por Paulo Roberto Rodachinski

Na semana passada, demos as primeiras dicas de como se proteger do frio. Vamos ver mais algumas hoje.

Para a parte superior do corpo, existem jaquetas especialmente desenhadas para a prática do ciclismo, contendo inclusive os característicos bolsos traseiros (algumas vezes com zíper).

Jaqueta

Jaqueta

A vantagem destas jaquetas é que foram desenhadas pensando na proteção contra o frio durante a pedalada, sendo muito eficientes na absorção do suor da pele e dissipação da umidade proveniente deste. O seu desenho e acabamento permitem que sejam utilizadas sem qualquer peça por baixo, facilitando esta troca de calor e umidade com o ambiente externo. Porém, em caso de muito frio, é recomendável vestir uma camisa (de preferência de material sintético) ou até mesmo uma segunda pele.

Existem diversos modelos de jaquetas de ciclismo, porém marcas nacionais de boa qualidade possuem modelos com preços que variam de R$ 90 a R$ 150.

Até mesmo os pés não estão abandonados à própria sorte quando o assunto é o frio. As sapatilhas específicas para ciclismo possuem um sistema de ventilação avançado, o que as torna (ou os pés dentro delas) muito suscetíveis ao frio.

Para isso, existem peças específicas para cobrir as sapatilhas ou tênis durante a pedalada, as chamadas botinhas. Elas são fabricadas em neopreme ou lycra, podendo ou não possuir zíper para facilitar a colocação. Normalmente apresentam aplique de material refletivo, o que ajuda na segurança para pedaladas noturnas.

Botinha

Botinha

As botinhas são desenhadas para utilização em sapatilhas, portanto possuem furos específicos para o taco (que promove a fixação no pedal) e no calcanhar, onde as sapatilhas possuem um apoio de borracha para evitar tombos. Porém as mesmas podem ser utilizadas com tênis comuns, observando-se apenas que haverá um desgaste da parte inferior, que entrará em contato com o pedal e o calçamento durante a caminhada.

As botinhas são bastante práticas também na proteção contra a chuva. Elas em si não possuem a capacidade de barrar a entrada da água, porém podem cobrir sacos plásticos, sacolas ou até mesmo filme plástico (utilizado para embalar alimentos) que viriam a proteger os tênis/sapatilhas da água.

Na próxima semana tem a terceira e última parte sobre as pedaladas no frio.

Paulo Roberto Rodachinski mora em Curitiba e usa a bicicleta diariamente como meio de transporte.
paulor2@uol.com.br

Pedalando no inverno – parte 1

por Paulo Roberto Rodachinski

Com a chegada do outono/inverno, o clima passa a ser bem mais hostil aos ciclistas urbanos. As baixíssimas temperaturas observadas nas manhãs e finais de tarde contrastam com o sol e temperaturas mais elevadas durante o dia. A escolha do vestuário adequado para a pedalada torna-se importantíssima, de modo a proporcionar conforto e proteção ao ciclista.

Pedalar é uma atividade que demanda esforço físico; então é inevitável que o corpo eleve sua temperatura. Isso é bom de um lado e ruim de outro: ao elevar a temperatura do corpo o ciclista fica menos sujeito ao frio, porém, se não houver um controle da temperatura, o ciclista passa a sofrer do desconforto do excesso de calor e suor. Por isso mesmo, roupas de frio comuns não são totalmente adequadas e indicadas para o pedal.

O vestuário ideal é aquele que permite a perda de excesso de calor gerado pela pedalada, sem, contudo, expor o ciclista ao frio. Essa característica está diretamente ligada à capacidade do material permitir a evaporação do suor, que controla a temperatura corporal. Materiais sintéticos são mais eficientes nesse ponto, portanto roupas de algodão devem ser evitadas. O algodão demora mais para secar quando molhado, acumulando suor. Após cessar a atividade física (a pedalada), o suor contido no tecido irá esfriar, gerando desconforto ao ciclista, podendo até mesmo provocar gripes e resfriados.

Mesmo nos dias mais frios não é necessária uma montanha de roupas para se proteger das baixas temperaturas a que estamos expostos durante a pedalada. Pelo contrário. Peças leves e confortáveis podem trazer a proteção e o conforto desejado.

manguitoO ciclismo esportivo trouxe diversas contribuições para os ciclistas urbanos no que tange o vestuário, e algumas delas impressionam pela simplicidade e praticidade, inclusive podendo ser utilizadas conjuntamente com roupas comuns.

É o caso dos manguitos e pernitos. Essas peças de nomes estranhos nada mais são que extensões de camisas e bermudas de ciclismo. Mas podem ser utilizados por baixo da roupa comum, auxiliando na retenção do calor, ao mesmo tempo que permite a evaporação do suor. Outra enorme vantagem é a facilidade de colocação e retirada, caso o tempo mude.

Ambos são fabricados em lycra, ficando justos nas pernas e braços. O custo varia de acordo com o material e marca, mas peças de qualidade comprovada custam em torno de R$ 20 (manguitos) e R$ 30 (pernitos), o par.

Costumo utilizar os manguitos por baixo (ou sobre) as mangas de jaquetas, assim evito ter os pulsos expostos ao vento.

segunda pele camisa

segunda pele camisa

Outra peça interessante e muito prática é a chamada “segunda pele”. São camisas (de manga curta ou longa) e calças justas, de material muito agradável ao toque, e que permitem um conforto muito grande, pois absorvem o suor da pele, dissipando a umidade mais rapidamente. São ótimas para serem utilizadas por baixo de conjuntos “trainning” ou qualquer outra roupa.
Se você pedala grandes distâncias diariamente, o uso de calças de ciclismo é recomendável, principalmente pela existência do forro, que proporciona conforto e evita assaduras provocadas pelo selim.

A calça pode ser utilizada sem complemento, enquanto a segunda pele não deve ser utilizada de forma solitária. Porém nada impede que você utilize uma bermuda ou calça comum sobre a calça de ciclismo, caso não se sinta confortável com a aparência que esta proporciona.

calça ciclismo

calça ciclismo

O preço de uma calça de ciclismo começa em torno de R$ 60, de marca nacional de boa qualidade.

Na próxima semana daremos mais algumas dicas pra esquentar da cintura pra cima.

Paulo Roberto Rodachinski mora em Curitiba e usa a bicicleta diariamente como meio de transporte.
paulor2@uol.com.br

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