Ontem pela manhã, representantes da Bicicletada Curitiba, do Grupo Transporte Humano, do Programa Ciclovida e do Coletivo Interlux foram convidados pela prefeitura para sugerir atividades e medidas que poderiam ser adotadas pelo poder público em relação ao Mês Sem Carro. Participaram da reunião:
- Eliana Fachim (Prefeitura)
- Heloisa Guernieri (Prefeitura)
- Roberta Storelli (Prefeitura)
- Marcelo Gorniski (GTH)
- Luis Patricio (GTH)
- Fabianne Balvedi (Bicicletada)
- Fernando Rosenbaum (Coeltivo Interlux)
- José Carlos Belotto (Ciclovida)
Algumas das propostas foram:
Campanhas educativas consistentes
Além da simples divulgação do dia sem carro, desenvolver campanhas que garantam a prioridade do menor sobre o maior nas ruas e cruzamentos da cidade.
Arrumar o próprio quintal
Começar dando o exemplo nos próprios órgãos municipais: secretárias, ruas da cidadania, postos de saúde, escolas e tantos outros locais que não possuem pelo menos um bicicletário seguro e devidamente sinalizado ou até mesmo um programa bike-to-work de incentivo ao uso da bicicleta. Inclusive a própria Prefeitura.
Campanhas educativas para motoristas de ônibus
Realizar treinamento e sensibilização de motoristas em relação a pedestres e ciclistas tendo em vista que os acidentes com ônibus têm se tornado frequentes como pode ser visto pelas notícias recentes:
Mulher é atropelada por biarticulado no Portão
Menino é atropelado por ônibus no Pinheirinho
Motorista da linha Interbairros V passa direto na lombada e deixa cinco feridos
Ônibus foram responsáveis por 71 acidentes
O conteúdo e a metodologia já foram desenvolvidos e aplicados em São Paulo. Um grupo aqui em Curitiba já está capacitado para utilizar este mesmo material. É necessário apenas a articulação junto às empresas de ônibus e efetiva execução do treinamento.
Fechamento de ruas para os carro
Enfatizou-se que esta é a principal atividade de qualquer campanha decente no dia mundial sem carro. Os critérios para a escolha do local adequado são:
- Acessibilidade: localização próxima a áreas com boa densidade populacional ou de fácil acesso por bicicleta e transporte público.
- Diversidade: existência de várias opções de serviço: lojas, bares, restaurantes, opções culturais entre outras.
- Conforto: disponibilidade de locais agradáveis de se “estar”. Com bancos e cadeiras, na sombra e no sol, sem barulho, sem mau cheiro e de preferência com uma vista agradável.
- Segurança: sem tráfego de veículos motorizados dentro do trecho e sem risco de assalto, roubo ou agressões de forma geral.
De acordo com esses critérios, foram sugeridos alguns locais que poderiam ser fechados à circulação de veículos motorizados durante o mês de setembro e quem sabe regularmente aos domingos como já é feito em cidades aqui no Brasil como Rio de Janeiro e Brasília ou cidades em outros países como Bogotá e Nova Iorque. Algumas das ruas sugeridas foram:
- Cândido de Abreu
- Rua XV de novembro da Reitoria da UFPR até o início do calçadão
- Entorno do Largo da Ordem
- Rua Augusto Stresser entre Atílio Bório e Germano Mayer
- Marechal Deodoro próximo à Praça Zacarias
- Visconde de Guarapuava
- Itupava
Apoio
Também foi sugerido a liberação do espaço ocioso do bicicletário da ClearChannel para realização de cicloficinas. A instalação de tendas para a realização de palestras além de outras atividades envolvendo as questões de saúde e acessibilidade onde seria possível experimentar a realidade que um cadeirante ou deficiente visual enfrentam na cidade.
Todas as sugestões foram ouvidas e registradas mas nenhuma está confirmada pela Prefeitura. Elas ainda serão discutidas com os órgãos compententes. Aguardamos alguma definição para breve.
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