• Mudança

    Novo endereço disponível: transportehumano.com.br

    Este blog não está sendo mais atualizado. Favor acessar novo endereço.

    Desculpe o transtorno.

Dicas urbanas 2 – Convivendo com os carros

Dicas urbanas – Parte 2

Sinalize, seja visto

Sinalize, seja visto

No artigo anterior, vimos algumas dicas básicas que podem ser aplicadas em qualquer lugar. Agora vamos ver algumas dicas mais direcionadas para o dia-a-dia das ruas da cidade.

Seja previsível

Essa é a regra de ouro. A bicicleta é um veículo pequeno e pode passar facilmente despercebida. Mesmo o mais bem intencionado dos motoristas pode acabar sendo surpreendido por um ciclista e não conseguir evitar um acidente. Esteja atento ao trânsito e sempre sinalize suas intenções. Vamos ver como se aplica esse princípio em algumas situações.

Ponto cego

Figura1.Ponto cego

1. Ponto cego
Evite se posicionar em alguns locais em relação ao carro que está a sua frente. Veja a figura 1.

2. Pedalar na contramão
Ao contrário do que muitos acreditam, pedalar na contramão é bem mais perigoso. Em primeiro lugar, os carros, ao saírem de ruas ou garagens, podem cortar sua frente sem olhar na sua direção se você estiver na contramão. Isso é bem comum de acontecer.

A sua postura também é mais agressiva ao pedalar assim. Você está indo de encontro ao carro e ele vai esperar (nem que seja inconscientemente) que você desvie ou saia do caminho. Sem contar que as colisões são bem mais graves por causa da velocidade relativa. Não é à toa que isso é proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro.

No mundo inteiro, as colisões por trás em bicicletas representam uma porcentagem irrisória do total de acidentes. Os cruzamentos são os locais mais perigosos e muitas vezes a culpa é do próprio ciclista e/ou da falta de tratamento viário adequado propiciando maior segurança e prioridade aos elementos mais frágeis do trânsito.

3. Manter linha reta
Exceto em ruas congestionadas, vias locais ou com redutores de velocidade, os carros provavelmente estarão mais rápidos do que você. Para evitar acidentes, pedale em linha reta e não faça mudanças bruscas de direção. Não esqueça também de sinalizar suas intenções. Isso irá reduzir drasticamente as chances de colisões por trás da sua bicicleta quando você estiver sendo ultrapassado.

4. Distância do bordo da pista
Pedalar muito próximo à calçada ou ao meio-fio é extremamente perigoso pelos seguintes motivos:

  • Sarjetas e irregularidades são mais comuns nas bordas da pista. Eles podem causar danos, tombos ou mudanças drásticas de direção.
  • Carros estacionados podem abrir a porta repentinamente e, apesar de a culpa não ser sua (o artigo 49 do CTB prevê essa situação), você pode se machucar seriamente.
  • Se por um motivo qualquer um carro se aproximar demais de você (lembre-se que a distância mínima lateral deveria ser de 1,5 metro) existe um espaço de folga para você manobrar.
  • E o motivo mais importante de todos. As famosas espremidas. Numa rua de duas faixas, se você pedalar muito rente à calçada direita, você vai dar a impressão para o motorista que há espaço entre você e o carro da pista esquerda e vai ser praticamente jogada pra fora. Ocupando um pouco mais a faixa, o motorista será obrigado a mudar de faixa e ultrapassá-lo com mais espaço.
Semáforo para bici

Semáforo para bici

5. Cruzamentos

A grande maioria dos acidentes ocorre em cruzamentos. Para garantir a segurança de pedestres e ciclistas, as ruas deveriam ser projetadas para minimizar os riscos por meio da redução de velocidade dos veículos motorizados, da priorização da travessia para não-motorizados e da melhoria da visibilidade entre os atores do trânsito.

Enquanto isso não ocorre, vejamos como é a forma mais segura de passar por um cruzamento.

  • Se você pretende seguir reto, sinalize com o braço sua intenção e não se aproxime demais da calçada. Isso dará a impressão ao motorista que você vai parar, virar ou até mesmo subir na calçada.
  • Se você vai fazer uma conversão, é preciso tomar cuidado redobrado. Veja nas ilustrações abaixo duas possíveis situações. Se for virar para esquerda num rua de mão dupla (figura 2), a forma mais segura é fazer isso em duas etapas. Continue do lado direito e cruze a rua (ponto “A” ao “B”) e quando o sinal abrir no outro sentido prossiga (ponto “B” ao “C”)
  • Um outro caso está ilustrado na figura 3. Numa rua de sentido único, se você for virar para esquerda, mantenha-se desse lado, atravesse a rua como se fosse seguir reto e só então mude de direção para evitar “fechadas”. Se começar a virar no comecinho do cruzamento você confunde os motoristas e pode acabar causando acidentes.
Conversão num via de mão dupla

Conversão numa via de mão dupla

Figura 2

Conversão num via de mão única

Conversão numa via de mão única

Figura 3

O que achou das nossas dicas? Sugestões, dúvidas, comentários …?

About these ads

9 Respostas

  1. Recordar é viver. Literalmente continuar a viver… rsrs

  2. Essas dicas deveriam ser distribuidas nos semaforos e nas “ciclovias” (sic) de Curitiba…e para os motoristas também.

    educar é preciso !

  3. [...] ao máximo, equilibrar minha vontade de chegar rápido aos lugares e a prudência no trânsito. Os cruzamentos sinalizados são muito importantes nessa história. Às vezes tenho vontade de ultrapassar o sinal [...]

  4. na figura 3 eu não deveria estar pedalando do lado direito e fazer como é feito na fig. 2?

  5. Discordo que pedalar na contramão é mais perigoso. Sem duvida em caso de acidente será!! Não questiono isso!! … Pedalo na contramão para não me acidentar!! Prefiro estar vendo de frente o espaço – ou o não espaço que o veículo está deixando!! -…de frente pode haver quase uma ‘troca de olhares’, enquanto que, se estou na mão, constantemente me assusto com as ‘finas’ que os veículos tiram o que pode realmente me desestabilizar e me colocar em perigo para o próximo veículoq ue vem mais atrás!!.. Se estou de frente posso inclusive optar por parar ao perceber que não há espaço suficiente..e considero que cabe a mim, se optei pela contramão, saber que quem está na mão, tanto pedestres como veículos não estão contando comigo, nãoe stão me esperando surgir!!, o que exige de mim mais atenção. E aqui entre nós, a justificativa de fazer parte das leis de trânsito significa nada!! Na minha opinião quem as fez nunca andou de bicicleta e legisla sempre a favor do motorista do veículo maior!! O ciclista que se dane.obrigada

    • É uma questão realmente delicada, Cynthia. Ainda mais se considerarmos que risco real e percepção de risco são coisas diferentes. Nos países que fazem levantamentos estatísticos sobre a bicicleta, colisões por trás costumam figurar no final da fila. Mas isto é apenas um dado isolado, um indício do risco real.

      Quanto à percepção, pessoalmente me sinto muito mais seguro pedalando na mão, até porque as duas únicas vezes que bati foi pedalando na contramão: uma na ciclovia e outra na rua.

      Acho que isso depende muito do estilo de pedalada e trânsito de cada cidade. Nunca ando muito colado ao meio-fio, portanto sei que vou ter espaço. E como ando com velocidade média de 20 a 25 km/h, andar na contramão me deixaria extremamente tenso com pedestres, carros, carrinheiros, ciclistas ou qualquer outro que pudesse atravessar na minha frente olhando apenas na outra direção. E a quase “troca de olhares” em geral significa: “Saia do meu caminho eu sou maior”. E foi quando levei minhas maiores finas ou tive mesmo que parar e sair do meio. Prefiro evitar esse confronto.

      Mas concordo que as leis valem muito menos do que o bom senso. Contudo, é importante saber que elas existem e caso haja algum acidente (na contramão) não vai ter muito o que discutir.

    • Para mim, dizer que pedalar na contramão é mais seguro é que é coisa de quem nunca andou de bicicleta. O motorista vê a bicicleta apenas no último momento. Não há previsibilidade, e pior, se ele se assustar, pode causar um acidente com a reação instintiva.

      A bicicleta na contramão é um elemento estranho à lógica da rua, literalmente atacando de frente o fluxo de veículos.

      O ciclista na mão é visto, e, agindo de forma previsível, integra-se ao trânsito e passa a funcionar na lógica para a qual as ruas foram pensadas. É muito importante pedalar seguro de si, ocupando seu espaço (pedalar a no mínimo um metro do meio-fio) e defendendo-o, de forma quase agressiva até – por exemplo, jogando a bicicleta praticamente até o meio da pista, a fim de impedir uma ultrapassagem perigosa quando perceber a aproximação de um apressadinho, ou para evitar ser fechado em ruas onde o ciclista pretende seguir reto, porém muitos carros viram à direita. E não precisa ter medo, ninguém atropela por trás.

      O que eu vejo pouca gente dizendo é que é fundamental pedalar RÁPIDO. Para quem não tem físico ou disposição, a recomendação, em último caso, é que utilize a calçada – em nome da segurança.

      Porém contramão nunca é uma boa idéia.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 843 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: