Manual do Ciclista Urbano

Manual do Ciclista Urbano

Vai ser lançado hoje no Rio de Janeiro, o Manual de Sobrevivência do Ciclista Urbano. Um livro para quem quer pedalar mas ainda não sabe bem como. As idéias são para facilitar a vida de todos, ciclistas e não-ciclistas. Os textos e ilustrações são de Sérgio Magalhães.


Lançamento do Manual de Sobrevivência do Ciclista Urbano

Dia: 3 de dezembro de 2009, quinta-feira
Horário: 19:00 hs
Local: Recicloteca
Rua Paissandu 362 – Laranjeiras – Rio de Janeiro, RJ
Apoio: Transporte Ativo

Rede de Ambientes Saudáveis

O Grupo Transporte Humano agora também faz parte da Rede de Ambientes Saudáveis.

Publicação 2009

Na semana passada, participamos da cerimônia de encerramento do ano de 2009 onde houve a apresentação de novos parceiros, uma confraternização junto com os atuais integrantes e a entrega oficial de uma publicação com os trabalhos desenvolvidos neste ano.

Alguns dos parceiros são: SESI, Electrolux, Criança Segura, UFPR, Sindimetal, PUC, entre outros.

O objetivo da rede é compartilhar informações e possibilitar parcerias entre escolas, empresas, organizações e universidades da cidade.

Relato da Cicloficina no Veloclub

Foi realizada no último sábado, a cicloficina do VeloClub. Uma turma compenetrada de ciclistas compareceu para aprender um pouco sobre mecânica e poder se virar nas emergências.

Como que funciona esse troço mesmo?

O ciclista-instrutor-mecânico Alessandro e a turma da I Cicloficina do VeloClub

turma da cicloficina

E como brinde pela participação, cupcake com café, feito especialmente para os oficineiros. Já tem gente dizendo que vai na próxima só pra ter direito a um bolinho desses.

cupcake com café

 

Veja mais algumas fotos no album do VeloClub.

Em processo de desintoxicação – parte I

O texto abaixo foi publicado originalmente no blog DoRabuja por Nicholas Arand. Ele retoma uma discussão publicada no início deste blog no artigo Pedindo divórcio.


Faz mais ou menos um mês e meio que decidi que já era hora de levantar a cabeça para a realidade e começar uma luta interna e externa para largar um vício que carrego fazem muitos anos.

O primeiro passo para largar um vício é reconhecê-lo, não necessariamente ainda como um vício, mas pelo menos como um problema. Sempre encarei este problema não como tal e mais como uma opção, preferência, hobby, no máximo um hábito. Hoje, depois de mais de trinta dias lutando contra ele, com algumas batalhas ganhas entretanto longe ainda de uma vitória absoluta, já tenho completa convicção que é de vício que se trata.

Uma vez reconhecido o problema, ainda classificado como um hábito, e após uma longa análise sobre quais aspectos de minha vida teria eu que mudar se quisesse alguma chance de sucesso, percebi que eu deveria iniciar a luta com um investimento significante.

A importância de se investir em algo antes de dar os primeiros passos é a força psicológica que este ato tem, dando-te uma maior sensação de perda quando uma pequena batalha é perdida.

Esta sensação é fundamental para que se tenha sempre a motivação necessária para que tropeções momentâneo sejam imediatamente seguidos de reerguidas, pois tropeços sempre existirão, o importante é não se largar estatelado no chão, mas imediatamente levantar-se e apressar o passo para tentar recuperar a vantagem. Muitas vezes é esta a atitude que separa um fracasso de um sucesso.

Na primeira semana de luta senti o primeiro sintoma da abstinência. Vencida parte da barreira psicológica, enraizada a vontade de largar o hábito, senti já no primeiro dia sintomas fortes de dependência física. Dores musculares, sudorese e muita, muita sede, sem contar com uma inexplicável sensação de insegurança. Tão fortes foram estes sintomas que tive a primeira recaída, e depois de um dia limpo, voltei a sujar minha consciência uma vez mais. No terceiro dia minhas convicções e a lembrança do investimento feito me colocaram novamente nos eixos e consegui passar mais um dia limpo.

Mas novamente os efeitos físicos foram sentidos, e desta vez mais fortes que da primeira: muito suor, cheguei a reconhecer uma mudança em meu cheiro ao longo do dia, ataques de sede, dores no corpo e até cãimbras. As cãimbras realmente me assustaram, mas serviram para eu reconhecer ainda mais o problema e realizar a profundidade física, ou fisiológica, da dependência.

Acho que neste dia comecei a reconhecer que era viciado, física e psicologicamente.

Continua na próxima semana…

Cicloficina confirmada

O número mínimo de vagas já foi obtido. Ainda tem vagas para quem aparecer de última hora.

Endereço: Velo ClubAvenida João Gualberto 802D, Alto da Glória
Data: 21 de novembro de 2009, às 13:00
Duração: aproximadamente duas horas
Valor: R$ 10,00
Informações: (41) 3352 8871 / veloclubcuritiba@hotmail.com
(Vagas limitadas)

 

Cicloficina – encerramento de inscrições

O prazo para se inscrever na I Cicloficina do Veloclub é até amanhã quinta-feira (19/11).

Se você gostaria de aprender como trocar um pneu, regular freio e marchas e outros cuidados básicos com a sua bicicleta, não perca essa chance.

Lembrando que se não houver a quantidade mínima de inscritos o curso será adiado.

Tratar diretamente com o VeloClub: (41) 3352 8871 / veloclubcuritiba@hotmail.com

Nova York fecha ruas para carros

Photo-illustration by Andrew Eccles

Uma decisão que provavelmente exerça um efeito dramático em relação a reflexão sobre Renovação Urbana em todo o mundo, Nova York está fechando algumas de suas principais ruas para carros. Um programa com o título Green Light for Midtown transformou algumas faixas da Broadway na Times Square e Herald Square em zonas para pedestres. O ambicioso programa piloto visa reduzir o congestionamento do tráfego e melhorar a segurança nessa área.

De acordo com o Departamento de Nova York de Transportes – 356.000 pedestres passam pela Times Square a cada dia. E mesmo com 4,5 vezes mais pessoas que veículos em Times e Herald Square – apenas 11% do espaço foi alocado para os pedestres. Como resultado, as médias de acidentes com pedestres na Broadway são 137% mais altas do que em outras avenidas na área.

O resultado do programa é realmente fantástico. Times Square, que era tomada pelo trânsito caótico de automóveis, é agora uma praça pública. A líder por trás dessa transformação é a carismática e dinâmica Janette Sadik-Khan, Comissária do Departamento de Nova York de Transporte. Não seria surpresa se muito em breve Janette passasse a figurar entre os mais lendários urbanistas por causa dos programas pioneiros que está conduzindo na cidade.

PlaNYC é nossa agenda de sustentabilidade. Ela nos exorta a concepção de estratégias para ajudar Nova York a se tornar a maior e mais verde cidade do planeta.

As cidades do século 21 precisa entender que a sustentabilidade e a mobilidade são duas faces de uma mesma moeda.

Janette Sadik-Khan

Hoje em dia, o setor de Transportes contribui com aproximadamente um quarto do consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa que tem levado à mudança climática. Mas, enquanto os outros setores conseguiram reduzir seu uso de energia e respectivas emissões, as emissões do setor de transporte têm aumentado consistentemente. Reduzir o consumo de energia nesse setor é uma das tarefas mais desafiadoras para mitigar as alterações climáticas.

Por isso, é emocionante ver Nova York, sem dúvida a mais importante cidade do mundo, adotando tais medidas ousadas para lidar com uma das mais desafiadoras questões de desenvolvimento urbano dos nossos tempos.

Para saber mais veja o vídeo com uma entrevista em inglês.

Tornando as cidades atuais livres de carros – parte II

Leia também a parte I deste artigo.

A Necessidade de um Plano de Longo Prazo

O Protocolo de Lyon não abordou diretamente a questão de remover carros de uma cidade inteira. Isso leva ao risco de que uma implantação em uma área possa interferir com futuras expansões em áreas sem carro. Existe uma série de situações onde isso pode ocorrer, mas estacionamento, transporte público e transporte de cargas são os mais comuns.

Eu não prevejo que os carros irão desaparecer completamente. Mais cedo ou mais tarde, seu uso na cidade será fortemente proibido, mas um modo de transporte que alcance a área rural será necessário, provavelmente envolvendo o uso de alguns carros privados. Essa relação de carros da área rural e cidade, precisa ser planejada cuidadosamente.

Eu proponho simplesmente a construção de prédios-garagem (preferencialmente subterrâneas) nas periferias da cidade, para visitantes e caronas solidárias. Moradores que necessitem regularmente de um carro para sair da cidade poderia alugar uma vaga. Essas garagens devem estar ligadas ao centro da cidade por um transporte público de alta qualidade. Isto é, obviamente, menos conveniente que dirigir até o destino final e irá desencorajar as pessoas a usar o carro desnecessariamente.

No meu livro Carfree Cities, eu propus o desenvolvimento de “áreas utilitárias” nas periferias. Ficariam situadas nessas áreas: estacionamentos, indústria pesada, área de manobra para grandes volumes de carga e descarga, armazéns e outros usos desagradáveis. Áreas como essas necessitam de conectividade com o resto da cidade através do transporte público. Para transporte de carga, eu propus o “metrô de carga”, uma adaptação da tecnologia do metrô de passageiros. Esse sistema usaria containers de tamanho padrão para entregar a carga ao longo de um corredor exclusivo por toda a cidade. Cargas menores e mais leves poderiam ser transportadas por bicicletas ou outros meios particularmente projetados. A intenção é eliminar o caminhão de carga do dia a dia das cidades.

 

Publicado originalmente em julho de 2009 por Joel Crawford na Revista Carbusters nº 38.

Trikidoo

Trikidoo-2

Projetado por Clare Kemp-Welch, mãe de três crianças, o Trikidoo, foi a solução encontrada para contribuir com a redução do congestionamento gerado pelas escolas.

Assim que o período de aulas termina, é bastante óbvio quanto tráfego na parte oeste de Londres é causado pelas escolas. As ruas ficam instataneamente muito mais vazias dos odiados 4X4 e trânsito fui mais rápido, revelando que levar as crianças de carro para escola é um problema bem comum.

The Hill

Apesar de extremamente simples, Clare não havia encontrado nada parecido no mercado que atendesse suas necessidades. Por isso, desenvolveu esse triciclo com capacidade para duas crianças mais um compartimento de bagagem sobre o assento. Após 18 meses e muito trabalho, surge o Trikidoo.

Inauguração das cicloficinas no Velo Club

O Grupo Transporte Humano em colaboração com o Velo Club, uma das mais novas lojas de bicicletas de Curitiba, oferece, a partir deste mês, uma oficina periódica para permitir que os ciclistas aprendam a se virar nas emergências.

Vamos trabalhar em conjunto para transmitir as noções básicas de mecânica para bici e os conhecimentos necessários para efetuar eventuais reparos básicos que podem ocorrer durante a pedalada. Iremos também dar conselhos sobre como montar um kit de ferramentas básico.

Conteúdo:

  • Pneu: Troca de câmara e pneu. Verificar o desgaste e problemas dos pneus.
  • Câmbio: Troca de cabos (internos e externos) e regular as marchas.
  • Corrente: Como identificar o desgaste. Remover e consertar uma corrente. Verificar o desgaste de coroa e pinhão. Identificar os pontos que necessitam de manutenção regular.
  • Freio: Substituição dos cabos internos e externos. Verificar o desgaste das borrachas de freio e como substituí-los. Como ajustar todas as peças dos freios após a substituição.
  • Conforto: Regulagem do selim e do guidão para garantir a posição mais confortável para pedalar. Como substituir peças e pontos que devem ser lubrificados.

Haverá uma pequena taxa para cobrir os custos de organização. Caso seja necessário haverão peças disponíveis com desconto.

Endereço: Velo ClubAvenida João Gualberto 802D, Alto da Glória
Data: 21 de novembro de 2009, às 13:00
Duração: aproximadamente duas horas
Valor: R$ 10,00
Informações: (41) 3352 8871 / veloclubcuritiba@hotmail.com
(Vagas limitadas)

Nota: caso não hajam pelo menos seis inscritos até o dia 19 de novembro, a oficina fica automaticamente transferida para o sábado seguinte.